A Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou recentemente uma sentença e servidor público ganha 180 dias de licença-paternidade por adoção.
Justiça bate o martelo e servidor público ganha 180 dias de licença-paternidade
O TRF1 assegura igualdade de licença-adotante e licença-maternidade, permitindo dias prorrogáveis de afastamento no serviço público. Confira!
Esta decisão representa um importante passo para a conciliação entre a vida profissional e pessoal, especialmente para aqueles que optam por aumentar a família.
A União, por outro lado, apresentou recursos à concessão do período estendido, e discutiu a falta de uma lei que apoie expressamente tal prorrogação. No entanto, o próprio argumento da União foi questionado no tribunal, e o desembargador Marcelo Albernaz destacou que a regulamentação estabelece diferentes prazos de licença para servidoras gestantes e adotantes.
Entenda a decisão do tribunal
Segundo o magistrado, foi o Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu a tese de que os períodos de licença-adotante não podem ser inferiores aos de licença-gestante. Esta igualdade de prazos, de acordo com Albernaz, também se aplica às prorrogações.
Esta argumentação foi decisiva para o desenrolar do caso e marca um precedente relevante na questão da igualdade parental aos pais adotivos.
Os direitos dos pais adotivos são assegurados?
Por unanimidade, o TRF1 decidiu manter a sentença inicial, concedendo ao impetrante direito à licença igual à licença-maternidade. Com base nessa decisão, é possível que futuros casos semelhantes sigam o mesmo caminho.
Este acontecimento não apenas esclarece a legalidade da prorrogação da licença-adotante, como também reafirma a isonomia de direitos entre pais adotivos e biológicos.
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Qual o impacto desta decisão no âmbito social?
A duração estendida da licença-adotante está longe de ser apenas uma questão burocrática, é também uma questão de igualdade social e de gênero.
Dessa forma, esta decisão não só permite que o servidor pública desfrute de um tempo significativo com o seu filho adotivo, como também inspira outras instituições a seguir a mesma direção, e estimula uma cultura corporativa mais inclusiva e respeitosa para com os direitos parentais.
Imagem: Prostock-studio / shutterstock.com
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