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Justiça determina que vídeos de André Valadão sejam removidos do Instagram e YouTube

Em suas pregações, o pastor incitou violência contra membros do grupo LGBTQIA+. Plataformas têm cinco dias para tirar vídeos. Veja!

Guilherme TabosaPor Guilherme Tabosa2 min de leitura
pastor André Valadão com camisa preta enquanto prega em culto religioso

A Justiça de Minas Gerais determinou que os vídeos do pastor evangélico André Valadão sejam removidos do Instagram e do YouTube. Os conteúdos são referentes às falas homofóbicas do pastor. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e acatado pela Justiça.

Nos vídeos, André Valadão faz declarações discriminatórias contra a comunidade LGBTQIA+, quando incitou a violência ao grupo durante suas pregações. O prazo estipulado para que as plataformas removam os vídeos foi de cinco dias, com multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento.

MP pede condenação do pastor André Valadão

Ainda na ação do MPF, enviada no dia 6 de julho, pede-se a condenação de André Valadão para que ele arque com os custos da produção e da divulgação dos vídeos.

Além disso, o órgão pede que o pastor se retrate pelas falas e que realize o pagamento de R$ 5 milhões por danos morais. A decisão é do juiz José Carlos Machado Júnior.

No entendimento da Justiça, Valadão tem forte influência sobre os cristãos, que poderiam aderir às recomendações dele e praticar os atos propostos. O trecho da pregação tem mais de 378 mil visualizações no YouTube e 200 mil curtidas no Instagram.

A decisão tem caráter liminar e visa alertar que as falas de André Valadão podem estimular agressões a membros do grupo LGBTQIA+, o que não se configura como liberdade de expressão ou religiosa.

Relembre o caso

As pregações aconteceram nos dias 4 de junho e 2 de julho. No mês de junho, ele lançou a campanha “Orgulho Não”, em que combatia os valores defendidos pela comunidade LGBTQIA+.

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O pastor afirmou que o comportamento dessas pessoas tinha caráter pecador, utilizando expressões como “nojentos” e “amaldiçoados” em relação aos membros do grupo.

No início de julho, ele incentivou os fiéis a matarem integrantes da população LGBTQIA+, ao afirmar que “se Deus pudesse, mataria todos para começar tudo de novo”. Em nota, o MPF reiterou que as ações que discriminam pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade social não podem ser toleradas.

Imagem: Reprodução/ Instagram (@andrevaladao)

Guilherme Tabosa

Autor

Guilherme Tabosa

Cursando o 6º semestre de Jornalismo na UNI7. Apaixonado por escrever, esporte e surfe.

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