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Justiça penhora R$ 71 milhões em contas do Santander

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora de R$ 71 milhões em contas vinculadas do Santander. Entenda!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Imagem da fachada de uma agência do banco Santander

Na última segunda-feira (27), o Grupo Petrópolis, dono das marcas Itaipava, Crystal e Petra, entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro, devido a dívidas de cerca de R$ 4,4 bilhões.

Assim, a pedido do Grupo, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora de R$ 71 milhões em contas vinculadas do Santander no intuito de assegurar que os trabalhadores das cervejarias recebam seus salários.

A quantia estava em contas da instituição financeira na modalidade vinculadas e deveria ter sido transferida para contas de livre-movimento para que fosse realizado o repasse de 24 mil salários entre quinta (30) e sexta-feira (31).

Milhões penhorados

A juíza Elisabete Franco Longobardi, em sua decisão, determinou que o banco não realize mais apropriações sobre os valores destinados aos pagamentos dos funcionários. Dessa forma, a quantia penhorada corresponde a:

  • R$ 31,8 milhões: em contas vinculadas do Santander;
  • R$ 33,5 milhões: em contas de livre-movimento; e 
  • Multa de 10%.

Recuperação judicial

No início desta semana, o Grupo Petrópolis, no âmbito de seu pedido de recuperação judicial, já havia conquistado na Justiça do Rio de Janeiro, que os valores em contas correntes fossem retidos a fim de preservar seu caixa.

Assim, o Valor Econômico teve acesso a decisão judicial, onde consta que o Santander é a instituição responsável pelos salários do Grupo, porém os repasses que deveriam ter sido feitos com os valores disponíveis nas contas da instituição, não foram realizados.

Na sentença, a Justiça alega que atrasar o recebimento dos créditos não irá causar um impacto relevante na empresa, nem mesmo na economia do país. Contudo, a retenção do valor que seria destinado ao pagamento dos salários poderia ocasionar um processo de falência, gerando “milhares de desempregos”.

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Bancos credores

Além do Santander, integram os credores do Grupo Petrópolis instituições financeiras como BMG e Daycoval, sendo que este último teve as mesmas determinações de manter o bloqueio dos valores depositados em contas vinculadas, de acordo com a decisão da 5ª Vara Empresarial.

*As informações são do Valor.

Imagem: Manuel Esteban / Shutterstock

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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