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Keeta no olho do furacão! Polícia cumpre mandado em investigação de concorrência desleal contra iFood

A Keeta está na mira da polícia em apuração sobre uso indevido de dados do iFood. Entenda o caso e o que diz a empresa. Leia mais.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
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A Keeta, nova concorrente do mercado de delivery no Brasil, está no centro de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo por suposta concorrência desleal contra o iFood. O caso ganhou destaque após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na última terça-feira (21), conduzido pela 32ª Delegacia de Polícia (DP).

Segundo as autoridades, o foco das investigações é um ex-funcionário do iFood suspeito de repassar informações sigilosas e dados internos da empresa para executivos da Keeta, controlada pelo grupo chinês Meituan.

Continue a leitura para entender os detalhes da investigação, as acusações e a resposta oficial da Keeta.

Leia mais: Inter destaca expansão do iFood: banco digital e crédito

Polícia investiga vazamento de dados estratégicos

Policia Civil de Sao Paulo
Secretaria de Segurança de São Paulo/Divulgação

De acordo com o inquérito, o ex-funcionário do iFood teria confessado a conhecidos que vendeu informações sigilosas da companhia para um executivo da Meituan, que comanda a Keeta. O valor pago pela suposta negociação teria sido de R$ 5 mil.

Durante o cumprimento do mandado, os agentes apreenderam computadores, HDs externos e celulares para análise. O objetivo é identificar a extensão do vazamento e confirmar se houve envolvimento direto de representantes da Keeta na prática.

A Polícia Civil apura ainda o possível uso de dados estratégicos de mercado, como rotas logísticas, informações de clientes e estratégias comerciais, que poderiam dar vantagem competitiva à nova plataforma.

Outras investigações em andamento

O caso da Keeta não é o único sob investigação. A polícia também conduz outros inquéritos sobre o uso de informações privilegiadas de ex-funcionários do iFood em benefício de concorrentes.

Fontes ligadas ao setor afirmam que a disputa por espaço no mercado de delivery — dominado pelo iFood há anos — tem se intensificado desde a chegada de novas plataformas, como 99Food e a própria Keeta.

Além da esfera criminal, a questão tem repercussões na área trabalhista, especialmente por supostas quebras de cláusulas de non-compete (não concorrência). Esse tipo de contrato impede que funcionários com acesso a dados estratégicos atuem em empresas rivais por um período determinado após o desligamento.

Crimes investigados e possíveis punições

Os crimes investigados pela 32ª DP incluem:

  • Furto qualificado;
  • Concorrência desleal;
  • Violação de segredo profissional;
  • Invasão de dispositivo informático com o objetivo de obter segredos comerciais e informações confidenciais.

Segundo especialistas em direito empresarial, se confirmadas as acusações, as penalidades podem incluir penas de reclusão para os envolvidos e multas milionárias para as empresas beneficiadas.

Além disso, a imagem pública das marcas pode sofrer graves prejuízos reputacionais, especialmente em um setor altamente competitivo como o de entregas digitais.

Posição oficial da Keeta

Procurada pela imprensa, a Keeta afirmou não ter recebido nenhuma notificação judicial nem ter sido alvo de mandado em sua sede. A empresa também garantiu que mantém compromisso com a ética corporativa e com as melhores práticas de mercado.

Em nota, a Keeta declarou:

“A empresa reitera seu total compromisso com a integridade, com a livre concorrência e está aberta a colaborar com as autoridades sempre que necessário.”

Fontes ligadas à startup afirmam que a companhia está acompanhando o caso “com tranquilidade” e acredita que as apurações irão esclarecer qualquer dúvida sobre seu envolvimento.

Disputa acirrada no mercado de delivery

A Keeta é uma das novas apostas no segmento de entregas rápidas no Brasil, controlada pelo grupo chinês Meituan, o mesmo que lidera a plataforma Meituan Dianping, gigante do setor na Ásia.

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Desde sua chegada, a empresa vem tentando ganhar espaço em um mercado dominado pelo iFood, investindo em tecnologia, promoções e parcerias com restaurantes locais.

Entretanto, o avanço agressivo da Keeta tem levantado questionamentos sobre estratégias de expansão, especialmente após a divulgação da investigação policial.

De acordo com analistas do setor, o mercado brasileiro de delivery movimenta bilhões por ano e atrai o interesse de grandes grupos internacionais, o que intensifica a competição e aumenta o risco de conflitos corporativos.

Especialistas comentam o caso Keeta

Advogados especializados em direito digital e empresarial afirmam que o caso envolvendo a Keeta pode abrir um precedente importante no Brasil sobre o uso indevido de dados corporativos.

O advogado criminalista Davi Tangerino explica que “a apropriação e o repasse de informações estratégicas entre concorrentes configuram crime de concorrência desleal, passível de punição severa.”

Já a professora de direito da FGV, Carla Junqueira, destaca que “a relação entre ex-funcionários e novas empresas precisa ser ética e transparente, especialmente quando envolve dados sensíveis que podem alterar o equilíbrio de mercado.”

O que esperar dos próximos passos da investigação

Clube iFood
Imagem: Sidney de Almeida/ Shutterstock.com

A expectativa é que, nas próximas semanas, a Polícia Civil conclua a análise dos dispositivos apreendidos e encaminhe o relatório final ao Ministério Público.

Caso sejam identificados indícios concretos de participação de executivos da Keeta, a empresa poderá ser chamada a prestar esclarecimentos formais e até responder judicialmente.

Enquanto isso, o iFood mantém silêncio sobre o caso, mas fontes internas confirmam que o setor jurídico acompanha as investigações e avalia possíveis medidas legais.

Com informações de: VEJA

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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