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Lucro divulgado pelo Itaú nesta terça-feira (8) revolta sindicato; entenda o motivo

O Itaú mais uma vez foi alvo da revolta do sindicato. A situação aconteceu após divulgação de lucro, na última terça-feira (8). Entenda!

Avatar de Hannah Aragão Hannah Aragão · · 2 min de leitura
logo do Itaú

Na última terça-feira (8), o Itaú Unibanco divulgou seu balanço do primeiro semestre, anunciando um lucro líquido de R$ 17,2 bilhões. A notícia despertou a revolta do sindicato, que destacou uma realidade de demissões e terceirizações para os funcionários da companhia.

De acordo com os dados do banco, o lucro líquido recorrente do primeiro semestre de 2023 é 14,2% superior ao mesmo período de 2022. As informações confirmam o crescimento da companhia. Desse modo, siga na leitura para saber mais sobre a situação relatada pelo sindicato.

Sindicato evidencia situação de demissões e terceirizações em meio a lucro do Itaú 

No relatório divulgado, o Itaú atribuiu à carteira de crédito o seu crescimento. Ainda, conforme o levantamento apresentado pelo banco, o aumento da taxa Selic também teve impacto positivo no capital de giro próprio e na margem de passivos.

Ao mesmo tempo que o Itaú cresce em lucro, ele realiza movimentações contraditórias quanto a sua estruturação de negócio. Somente no segundo trimestre, a instituição financeira realizou o corte de 1.419 postos de trabalho.

Sobre as demissões de funcionários e terceirização do trabalho, o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e bancário do Itaú, Edegar Faria, destaca as contradições: 

“O banco, que nas paredes dos prédios administrativos têm frases como ‘vamos de turma’, ‘a gente não sabe tudo’ e ‘sou ituber’, não se preocupa com com a extinção de postos de trabalho e as consequências da terceirização: a precarização das condições de vida e salário nas empresas contratadas. Somos números num centro de custo” afirma Faria.

Saiba mais sobre a situação denunciada pelo sindicato

O Sindicato dos Bancários evidencia que a situação vivida pelos empregados do banco Itaú é de medo do fenômeno da terceirização que atinge o setor. 

Nos últimos doze meses, 152 unidades físicas do Itaú foram fechadas, enquanto 78 agências digitais foram abertas. A empresa fechou junho com 88.078 funcionários, o que representa a abertura de 375 postos de trabalho em um ano.

No entanto, a categoria alega que o discurso da instituição financeira de criação de empregos é na realidade a precarização do trabalho, em que as remunerações oferecidas chegam a ser 70% menores do que o que os bancários recebem.

Imagem: Joa Souza / shutterstock.com

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