No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho de 2022, o lucro líquido dos bancos somou R$ 138 bilhões, informou o Banco Central na quinta-feira (3).
Lucro dos bancos tem alta de 20% e chega a R$ 138 bilhões
Confira a alta no lucro dos bancos e o que diz o relatório do Banco Central divulgado na quinta-feira (3) sobre o assunto.
Assim, Dados do Relatório de Estabilidade Financeira, que cobrem o primeiro semestre deste ano, apontam que o desempenho registrado é 20% maior do que o observado no acumulado de 12 meses encerrados em junho de 2021. A alta ocorreu devido ao resultado dos juros e a ganhos de eficiência.
O que diz o relatório?
“O lucro líquido do sistema foi de RS 138 bilhões no período de 12 meses findos em junho de 2022, 5% superior ao registrado em 2021 e 20% acima do observado nos 12 meses findos em junho de 2021”, destacou o relatório.
Dessa forma, segundo a autoridade monetária, a rentabilidade do sistema bancário ficou estabilizada nos primeiros seis meses de 2022. Além disso, ela está cada vez mais próxima dos níveis pré-pandemia.
Para o desempenho registrado no primeiro semestre, o relatório observou que ocorreu um aumento nas despesas com provisões entre os bancos. Desse modo, a justificativa dessa situação é o crescimento do crédito, especialmente em perfis de maior risco e taxas mais altas.
Em contrapartida, houve uma redução no crescimento de receitas de serviços e controle das despesas administrativas, a despeito das pressões inflacionárias.
Além disso, o BC destaca que a rentabilidade dos bancos deve se manter resiliente. Contudo, faz um alerta em relação ao cenário econômico, que é marcado por condições financeiras restritivas e inflação elevada.
“Eventual piora da atividade econômica e deterioração da qualidade do crédito pode afetar os resultados dos bancos à frente”, diz o documento.
Crédito
O BC também destacou que o crescimento do crédito amplo no Brasil continuou condizente com os fundamentos econômicos. Entretanto, alertou que a materialização do risco de crédito cresceu no primeiro semestre deste ano por causa das concessões mais arriscadas nos períodos anteriores.
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Segundo o BC, a materialização do risco para as famílias aumentou consideravelmente este ano no crédito não consignado, no cartão de crédito e no financiamento de veículos.
Além disso, a autarquia afirmou que a capacidade de pagamento dos tomadores de crédito piorou, mesmo com a recuperação econômica e o aumento do emprego.
“O cenário ainda é de renda das famílias cada vez mais comprometida com dívidas mais onerosas, como cartão de crédito e crédito não consignado”, destaca o relatório.
Imagem: mojo cp/shutterstock.com
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