Em uma agenda realizada no Mato Grosso no último sábado, 24 de maio de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um duro protesto contra o preço do botijão de gás no Brasil.
Lula denuncia que botijão de gás sai da Petrobras por R$ 37 e chega a custar até R$ 130
Lula denuncia preço abusivo do gás e anuncia programa para garantir gás grátis a 22 milhões de famílias do CadÚnico ainda em maio de 2025.
Lula denunciou que o gás liquefeito de petróleo (GLP), vendido pela Petrobras a R$ 37, chega às casas dos brasileiros com preços que podem ultrapassar R$ 130, um valor considerado por ele abusivo e injustificável.
Além do protesto, o presidente reafirmou a promessa de lançar ainda neste mês um programa que garantirá o gás de cozinha gratuito para 22 milhões de famílias cadastradas no CadÚnico.
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Botijão sai da Petrobras a R$ 37, mas chega a custar até R$ 130
Durante seu discurso em Campo Verde (MT), Lula questionou os elevados preços praticados no mercado.
Segundo ele, o botijão de gás sai da Petrobras para as distribuidoras a um preço médio de R$ 37, porém chega à população com preços que variam entre R$ 110 e R$ 130, principalmente no interior do país e nas regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.
“Sabe quanto sai o botijão de gás da Petrobras? É vendido para as empresas a R$ 37. Não tem explicação para chegar para o povo a R$ 120 ou R$ 130. Alguém está ganhando muito dinheiro”, afirmou o presidente em tom de crítica.
Essa declaração gerou ampla repercussão na mídia e nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a composição do preço do gás e a concentração de lucros na cadeia de distribuição.
Composição do preço do gás: entenda os fatores envolvidos
O preço final do botijão é resultado de uma série de componentes, entre eles:
- Preço de aquisição da Petrobras (R$ 37, segundo Lula)
- Impostos federais e estaduais (ICMS, PIS, Cofins)
- Custos logísticos e distribuição
- Margens de lucro dos distribuidores e revendedores
Especialistas apontam que a carga tributária e os custos de transporte para regiões mais remotas são responsáveis por boa parte da elevação do preço, mas a disparidade denunciada pelo presidente indica que há espaço para maior transparência e regulação do setor.
Programa de gás grátis para 22 milhões de famílias
Promessa de Lula ganha nova data para anúncio oficial
No mesmo evento em Mato Grosso, Lula reafirmou o compromisso feito em fevereiro deste ano: a implementação de um programa social que garantirá gás de cozinha gratuito para cerca de 22 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).
Segundo o presidente, o anúncio oficial do programa acontecerá ainda no mês de maio, com a previsão de início das entregas em junho de 2025. A iniciativa faz parte das políticas públicas de combate à pobreza e busca garantir o acesso básico a um insumo essencial no cotidiano das famílias brasileiras.
Gás de cozinha como parte da cesta básica
Lula também voltou a defender a inclusão do gás de cozinha na cesta básica de alimentos, um debate que já vinha sendo discutido no Congresso e na sociedade.
Atualmente, itens como arroz, feijão, leite e farinha são considerados essenciais para o cálculo da cesta básica, o que influencia benefícios trabalhistas e programas sociais.
A inclusão deste item nesta lista seria uma forma de garantir preços mais justos e proteger a população da volatilidade dos custos desse insumo.
Impacto social do preço elevado do gás
Dificuldades enfrentadas pelas famílias brasileiras
O gás de cozinha é um insumo fundamental para o preparo das refeições e está presente em praticamente todos os lares brasileiros. No entanto, o aumento constante no preço do botijão vem causando um impacto direto no orçamento das famílias, especialmente as de baixa renda.
O valor elevado leva muitas pessoas a buscar alternativas menos seguras para cozinhar, como o uso de lenha ou fogareiros improvisados, o que pode gerar riscos à saúde e ao meio ambiente.
Relação com a inflação e custo de vida
O preço do gás influencia a inflação, uma vez que afeta diretamente o custo dos alimentos preparados em casa e no comércio. A alta no gás impacta o preço do transporte de mercadorias e serviços de alimentação, elevando o custo de vida de forma geral.
Assim, a instabilidade nos preços do gás contribui para o aumento da desigualdade social e pressiona os programas de assistência governamental.
Reações ao protesto de Lula e ao programa anunciado
Avaliação de especialistas econômicos
Economistas ouvidos após as declarações do presidente apontaram que o problema da alta no preço do gás está ligado a fatores estruturais, incluindo a concentração do mercado de distribuição e a carga tributária elevada, que podem ser mitigados com políticas públicas eficientes.
Alguns especialistas destacam que a iniciativa de fornecer gás grátis para famílias vulneráveis é positiva, mas alertam para o desafio de garantir a sustentabilidade fiscal do programa a longo prazo.
Opinião do setor empresarial
Empresas do setor de distribuição de gás manifestaram preocupação com o impacto das declarações presidenciais sobre a imagem do mercado e ressaltaram a importância do diálogo para buscar soluções que não comprometam o investimento e a oferta do produto.
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Histórico de preços do gás no Brasil
Evolução do preço do botijão nos últimos anos
O preço do botijão de gás passou por variações significativas nos últimos anos, influenciado por mudanças no preço do petróleo, câmbio, política de preços da Petrobras e carga tributária estadual.
Entre 2020 e 2025, houve aumento expressivo, especialmente durante períodos de crise econômica e alta da inflação, o que afetou diretamente as camadas mais vulneráveis da população.
Política de preços da Petrobras e seu impacto
Desde a mudança da política de preços da Petrobras, que passou a praticar valores próximos aos do mercado internacional, o preço do GLP passou a acompanhar as oscilações do mercado global, o que contribui para a volatilidade dos preços domésticos.
O papel do governo e perspectivas futuras

Medidas para regular o preço do gás
Além do programa de distribuição gratuita, o governo federal já estuda outras ações para tentar conter os preços, como subsídios, redução de impostos e incentivo à produção local de gás.
A articulação com estados e municípios para revisão da tributação do ICMS sobre o gás de cozinha também está na agenda política.
Potenciais impactos econômicos e sociais
A redução do preço do gás pode aliviar a pressão sobre as famílias brasileiras e ajudar na recuperação do consumo, impulsionando a economia. Por outro lado, a viabilidade econômica dessas medidas depende de negociações complexas e ajustes fiscais.
Conclusão
O protesto do presidente Lula sobre o preço do gás reflete uma preocupação central do país: a garantia do acesso a um bem essencial a preços justos, sobretudo para as camadas mais vulneráveis.
A disparidade entre o custo do gás na Petrobras e o preço final ao consumidor evidencia a necessidade de maior transparência e controle no setor.
O programa anunciado para fornecer gás grátis a milhões de famílias é uma resposta importante, mas que precisa ser acompanhada de políticas estruturais para garantir o equilíbrio fiscal e a justiça social no longo prazo.
A discussão sobre o gás na cesta básica, a tributação e a regulação do mercado continuará sendo fundamental para a redução da desigualdade e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.
