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Lula extingue gabinete que custou R$ 2,3 milhões e foi NUNCA usado por Bolsonaro

Entenda o porquê de Lula extinguir um gabinete de R$ 2,3 milhões que nunca foi utilizado por ex-presidente, Jair Bolsonaro!

Marya Klara CorreaPor Marya Klara Correa3 min de leitura
Na imagem aparece o presidente Lula, com as mãos juntas elevadas até a boca, pensativo.

O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) extinguiu nos seus primeiros dias de gestão um gabinete regional criado por Bolsonaro. O ex-presidente Bolsonaro criou esse gabinete um dia após a sua posse, em 2 de janeiro de 2019, no Rio de Janeiro.

A estrutura foi montada a seu pedido e consumiu cerca de R$ 2,3 milhões em salários públicos. Porém, essa estrutura nunca foi usada por ele.

Em maio de 2022, Bolsonaro chegou a colocar, em sigilo, informações sobre os funcionários no gabinete. Porém, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), constatou-se que em seus quatro anos de governo o gabinete contou com sete servidores.

Qual o intuito do gabinete regional?

O motivo do gabinete era para servir de base ao ex-presidente em seu domicílio eleitoral – lugar de residência onde o eleitor possua algum vínculo, podendo ser familiar, social e outros.

Localizado no Centro do Rio de Janeiro, o gabinete ficava ao lado da sala do ministro da Economia, Paulo Guedes. Vale lembrar que a estrutura ficava no Palácio da Fazenda e foi doada, sem custo algum, pelo Ministério da Economia.

Por mais que tenha sido criado no dia seguinte a sua posse, o gabinete passou por algumas mudanças e só começou a funcionar em maio de 2019. Porém, entre 2019 e 2022, Bolsonaro não despachou nenhuma vez no local.

Anúncio do gabinete sem uso

Quando foi anunciado o gabinete, o jornal O Globo foi até o local para buscar mais informações. No entanto, a equipe de reportagem não obteve respostas concretas sobre a existência de funcionários.

Foi feito um questionamento a um dos colaboradores do edifício, que presta serviço há 32 anos na empresa, e o mesmo concluiu que nunca “tinha ouvido falar no gabinete”.

Por outro lado, Andrea de Almeida Porto – uma das assessoras do gabinete -, afirmou por telefone que a ausência dos servidores trabalhando era apenas coincidência.

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Com essa situação, o assessor especial e coronel da reserva André Malicia entrou em contato com a equipe através de ligação e confirmou que Bolsonaro nunca tinha ido ao local.

Pedido de informação do gabinete

Como dito anteriormente, o ex-presidente chegou a colocar as informações do gabinete em sigilo. Ainda assim, com o acesso às informações da estrutura, foi constatado a existência de funcionários no gabinete que serviram por quase todo o período de governo do Bolsonaro.

Por fim, já neste ano, foram exonerado cinco funcionários que prestaram serviços na estrutura, por ao menos três anos. Esse fato aconteceu quando o gabinete estava para ser dissolvido, no mês de janeiro.

Imagem: Marcus Mendes / Shutterstock.com

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