De olho nas eleições de 2026 e na tentativa de reconquistar o eleitorado que mais reprova sua gestão, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva intensificou em 2025 uma série de programas econômicos e sociais voltados à classe média.
Governo Lula lança pacotão para classe média de olho em 2026
De olho em 2026, o governo Lula intensifica políticas voltadas à classe média, com novos créditos habitacionais, programas de reforma e mais.
O conjunto de ações, já apelidado internamente de “pacotão da classe média”, busca aliviar o custo de vida e ampliar o acesso ao crédito de famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 20 mil — público que tem ficado fora do alcance dos programas tradicionais de habitação e crédito.
Um pacote de medidas voltadas à renda média

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Novo crédito imobiliário para famílias de renda média-alta
O novo crédito imobiliário tem como foco famílias com renda mensal entre R$ 12 mil e R$ 20 mil. O programa eleva o teto dos imóveis financiáveis para R$ 2,25 milhões e estabelece juros máximos de 12% ao ano. A ideia é reduzir a distância entre o mercado de luxo e as linhas populares de crédito.
A medida foi lançada pela Caixa Econômica Federal, que recebeu orientação direta do Planalto para desenvolver produtos acessíveis à chamada “classe média-alta urbana”. Segundo o banco, a expectativa é financiar até 300 mil novos contratos até o final de 2026.
Reforma Casa Brasil: crédito para melhoria de moradias
O Reforma Casa Brasil surge como complemento ao programa habitacional. O governo destinou R$ 40 bilhões para o crédito de reformas, sendo R$ 10 bilhões reservados a famílias com renda superior a R$ 9.600. O objetivo é aquecer o setor da construção civil, gerar empregos e estimular o consumo interno.
Quem é a classe média no Brasil?
Para definir o público-alvo das políticas, o governo adota a Renda Domiciliar Total, que soma todos os rendimentos de uma família, incluindo salários, aposentadorias e aluguéis. Essa métrica serve para classificar as classes sociais e orientar a formulação de programas públicos.
A estratificação social é composta por quatro grandes grupos:
- Classes D e E – até R$ 3.400, composta por famílias em vulnerabilidade e dependentes de programas sociais;
- Classe C (média baixa) – entre R$ 3.400 e R$ 8.100, grupo em ascensão e foco de políticas de inclusão;
- Classe B (média alta) – de R$ 8.100 a R$ 25.200, formada por profissionais e empreendedores estáveis;
- Classe A – acima de R$ 25.200, que concentra rendimentos de capital e investimentos.
Sete programas voltados à classe média
1. Crédito do Trabalhador
O Crédito do Trabalhador é uma modalidade de consignado para o setor privado, acessível pela carteira digital do governo. O programa oferece empréstimos com juros abaixo do mercado e desconto automático em folha, sem depender de bancos tradicionais. O objetivo é combater o endividamento e facilitar o acesso a crédito mais barato.
2. Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil
Uma das promessas mais aguardadas da atual gestão é a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora aguarda votação no Senado. Caso aprovado ainda em 2025, a nova tabela poderá entrar em vigor em 2026, beneficiando milhões de contribuintes.
3. Expansão do Minha Casa, Minha Vida
O Minha Casa, Minha Vida foi ampliado para incluir famílias com renda de até R$ 12 mil. As taxas de juros, antes mais altas, foram ajustadas para 10% ao ano, buscando equilibrar o programa frente à inflação e à elevação dos preços dos imóveis. Essa faixa intermediária pretende alcançar profissionais liberais e pequenos empresários.
4. Reforma Casa Brasil
O já citado Reforma Casa Brasil representa uma nova etapa de incentivo à construção civil, com recursos disponíveis para reformas e ampliações de residências. O programa tem potencial para estimular pequenos empreendedores do setor e movimentar a economia local.
5. “Agora Tem Especialistas”
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+311 mil seguidores
O Agora Tem Especialistas busca reduzir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) em consultas e cirurgias especializadas. Clínicas e hospitais privados serão credenciados para atender pacientes do SUS em troca de abatimento de dívidas com a União. A iniciativa deve beneficiar diretamente famílias da classe média que dependem do sistema público para procedimentos de maior complexidade.
6. Crédito para entregadores de aplicativo

O governo estuda lançar uma linha de crédito subsidiado para motociclistas e entregadores de aplicativos. A proposta mira trabalhadores autônomos de renda média-baixa, que enfrentam dificuldades para financiar veículos e equipamentos. A intenção é formalizar parte desse setor e ampliar a mobilidade urbana.
7. Programas de capacitação profissional
O Ministério do Trabalho também prepara um plano de qualificação técnica com foco em profissionais de média renda. A meta é melhorar a inserção no mercado formal e ampliar oportunidades em setores de tecnologia, serviços e engenharia.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. Quais são os principais programas do governo para a classe média em 2025?
Entre as principais medidas estão o novo crédito imobiliário, o Reforma Casa Brasil, o Crédito do Trabalhador, a isenção do IR, a ampliação do Minha Casa, Minha Vida, o Agora Tem Especialistas e o crédito para entregadores de aplicativo.
2. Quando a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil começa a valer?
A proposta precisa ser aprovada pelo Senado ainda em 2025 para entrar em vigor em 2026.
3. Quem pode acessar o novo crédito imobiliário?
Famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil mensais podem participar, com limite de financiamento de até R$ 2,25 milhões.
Considerações finais
Com as novas medidas, o governo aposta em um aumento do consumo, da geração de empregos e da confiança no poder de compra. A meta é reduzir o endividamento das famílias e reaquecer a economia de forma sustentável. Caso a isenção do IR seja aprovada, o impacto fiscal será compensado pela ampliação da base de arrecadação e pela expectativa de maior movimentação econômica.
