Luiz Inácio Lula da Silva (PT) causou polêmica nesta terça-feira (07) ao afirmar que não daria acesso à íntegra das imagens da data da invasão do Palácio do Planalto, registradas pelo sistema de segurança.
Lula nega acesso a imagens da invasão do Planalto
O presidente da República Lula voltou a causar polêmica com a decisão de não liberar as imagens. Entenda o porquê.
Ao R7, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) afirmou que a divulgação não seria feita para zelar pela segurança presidencial, salientando que, caso as imagens fossem divulgadas de forma pública, a segurança presidencial poderia ser prejudicada.
O órgão ainda informou que as imagens já estão sendo utilizadas para fins investigativos e para detalhar todos os acontecimentos de 8 de janeiro, quando o Palácio do Planalto foi invadido por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), que não aceitavam a posse de Lula como presidente da República.
Promessa de transparência no governo Lula
A recusa causou estranhamento para diversos órgãos já que, antes mesmo de tomar posse, Lula defendia que a transparência seria um dos pilares de seu governo. Durante a campanha eleitoral, o chefe do executivo apontou diversas vezes que os sigilos impostos por Jair Bolsonaro (PL).
Vale lembrar que anteriormente vídeos gravados pelas câmeras do Planalto foram divulgadas à imprensa. Dentre esses estão, inclusive, as filmagens que viralizaram de diversas pessoas entrando na sede do Executivo, além das imagens de pessoas depredando obras de arte de alto valor.
Polêmicas do governo Lula
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Esta não foi a primeira polêmica envolvendo o governo de Lula neste ano. Nos últimos dias, o presidente tem travado embates com o Banco Central (BC). Isso gera atrito com o mercado financeiro, que não vê com bons olhos as afirmações de que o presidente da instituição deveria ser escolhido pelo presidente da República.
Atualmente, o Banco Central age de forma independente e pode definir a política monetária do país e a taxa Selic sem precisar da aprovação do executivo, tornando o banco autônomo. Isso faz com que suas decisões não tenham como base interesses políticos.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
