Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a sua estada pelos Estados Unidos na semana passada para comentar sobre o conflito crescente entre o país de Joe Biden e a China nos últimos anos.
Lula nega se posicionar entre “conflito” EUA e China
Questionado se apoiava China ou Estados Unidos no cenário mundial, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não iria se posicionar; entenda
Em entrevista exclusiva à TV Globo, o chefe do Executivo afirmou que não tinha a intenção de se posicionar na disputa, pois quer ter uma relação boa com os dois países — ambos parceiros comerciais históricos do Brasil. O político ainda disse que é preciso dizer para as duas nações que o mundo não precisa de mais conflitos neste momento.
“O Brasil tem um superávit muito grande com a China e a gente quer manter essa grande exportação (…) e quer manter o crescimento das exportações para os EUA (…) Eu não vou participar de Guerra Fria com ninguém”, comentou Lula.
Acordo com a União Europeia
Embora tenha se recusado a se colocar a favor de um dos lados, para o presidente da República, um acordo entre o Mercosul, do qual o Brasil faz parte, com a União Europeia, seria positivo. A junção dos dois blocos, segundo o político, colocaria o país em um nível competitivo similar ao Estados Unidos e à China, consideradas as duas maiores potências do mundo.
Ainda, em entrevista a Globo, Lula destacou a força do bloco europeu, composto por 27 países do continente. No entanto, ele não deu mais detalhes quanto a possíveis negociações e se, de fato, acontecerá essa união em um futuro breve.
Lula causa polêmica antes de viagem
Antes de embarcar para os Estados Unidos na última quinta-feira (09), o presidente brasileiro se envolveu em algumas polêmicas que tornaram manchete nos noticiários econômicos.
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Além de ter discursado contra o mercado ao afirmar que o Brasil precisaria seguir uma narrativa diferente do adotado pela bolsa, o chefe do Executivo ainda disparou contra o Banco Central (BC), reclamando da alta de juros.
Lula foi contra fato de o presidente da entidade, Roberto Campos Neto, já ter afirmado que não pretende abaixar a taxa Selic, principal instrumento monetário utilizado contra a inflação, tão cedo.
Imagem: Ricardo Stuckert/PR
