O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está prestes a sancionar um projeto de lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil. A cerimônia de assinatura está prevista para ocorrer no próximo dia 13, no Palácio do Planalto, marcando um passo importante na regulação do uso de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar.
A decisão tem gerado debates intensos entre educadores, políticos e pais, mas reflete um esforço do governo para equilibrar os benefícios e os desafios do uso da tecnologia no ensino.
O que diz o projeto de lei?

Histórico da proposta
O projeto de lei foi apresentado pelo deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS) e tramitou no Congresso Nacional por quase nove anos. Em dezembro, recebeu aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.
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Agora, com a sanção presidencial, o Ministério da Educação (MEC) será responsável por regulamentar a aplicação da nova lei nas escolas.
Principais pontos da lei
De acordo com as novas diretrizes:
- O uso de celulares será proibido em todas as dependências escolares, inclusive nos recreios e intervalos.
- Exceções serão permitidas apenas para fins pedagógicos ou para atender questões de acessibilidade, inclusão e saúde.
- Alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental não poderão levar os aparelhos para a escola.
Por que a medida é necessária?
Impacto dos celulares na aprendizagem
Estudos apontam que o uso indiscriminado de celulares pode comprometer a concentração e o desempenho acadêmico. Além disso, professores relatam dificuldades para manter a atenção dos alunos em sala de aula devido à presença de dispositivos eletrônicos.
Segundo o deputado Alceu Moreira, autor da proposta, a medida busca criar um ambiente mais favorável ao aprendizado. “A tecnologia é imprescindível, mas requer regras claras para que não se torne um fator dispersivo”, afirmou o parlamentar.
Apoio popular
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em outubro de 2024 revelou que 65% dos pais de crianças e adolescentes apoiam o banimento do uso de celulares em escolas. O levantamento mostra que há uma preocupação crescente com os impactos negativos desses dispositivos no ambiente escolar.
Debate no Congresso
Apoio e críticas
A proposta recebeu apoio de parlamentares de diferentes espectros políticos. Mesmo integrantes da oposição votaram favoravelmente, apesar de alguns questionamentos durante audiências públicas.
Entre as críticas, destacou-se o argumento de que a medida poderia limitar o direito dos estudantes de registrar possíveis casos de “doutrinação ideológica”. No entanto, o consenso geral foi de que o projeto prioriza o bem-estar e a educação dos alunos.
Exemplos de aplicação da medida
Caso do Rio de Janeiro
A Prefeitura do Rio de Janeiro foi pioneira na implementação de restrições ao uso de celulares em escolas públicas. A iniciativa serviu como modelo para a formulação da proposta aprovada no Congresso.
Regulamentação pelo MEC
O Ministério da Educação já havia considerado propor uma medida semelhante, mas recuou ao perceber que o projeto de lei já estava em estágio avançado no Legislativo. Agora, caberá ao MEC definir como as escolas deverão adaptar-se às novas regras.
Como a proibição afetará as escolas?
Mudanças na dinâmica escolar
Com a proibição, espera-se uma mudança significativa na rotina das escolas. Educadores terão um papel fundamental na implementação da medida, e será necessário conscientizar alunos e famílias sobre a importância de limitar o uso de dispositivos eletrônicos.
Uso pedagógico da tecnologia
Embora a lei restrinja o uso de celulares, ela permite sua utilização para fins pedagógicos. Isso abre espaço para que as escolas adotem estratégias tecnológicas de forma planejada e produtiva, garantindo que os dispositivos sejam aliados no aprendizado.
Próximos passos

Com a sanção prevista para o dia 13, o governo federal deverá organizar campanhas educativas para orientar pais, professores e alunos sobre as novas regras. A regulamentação detalhada pelo MEC também será essencial para garantir a eficácia da medida.
Considerações finais
A proibição do uso de celulares em escolas públicas e privadas é um marco para a educação brasileira. Ao equilibrar o uso da tecnologia com a necessidade de criar ambientes propícios ao aprendizado, o governo busca atender às demandas de educadores e famílias.
Embora a decisão ainda gere debates, ela reflete uma tendência global de reavaliar o papel dos dispositivos eletrônicos na educação. Agora, cabe às escolas, professores e alunos adaptarem-se às mudanças e aproveitarem as oportunidades que essa nova realidade pode oferecer.
