Ao desembarcar em Calgary, no Canadá, nesta segunda-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reacendeu o debate sobre a estrutura da governança global. Ao comentar a dinâmica dos grandes fóruns internacionais, Lula defendeu que o G7 — bloco que reúne as principais economias desenvolvidas — deveria ser extinto. Segundo ele, o G20 representa de forma mais justa a realidade econômica e social do mundo atual.
Lula propõe fim do G7 e fortalecimento do G20 como fórum global
O presidente Lula defende o fim do G7 e o fortalecimento do G20 como principal fórum global. Confira detalhes!
Mesmo participando da cúpula do G7 como convidado, o presidente brasileiro não escondeu seu desconforto com o formato do grupo, que, na sua visão, privilegia os interesses dos países ricos. Lula ressaltou que só mantém presença nesses encontros desde seu primeiro mandato, em 2003, para não ser acusado de rejeitar espaços de diálogo, embora critique o que chamou de “reunião dos mais ricos”.
Entenda a crítica de Lula ao G7

Leia mais: Dilma afirma que PIB dos Brics já supera o do G7
O que é o G7?
O G7 (Grupo dos Sete) é um bloco econômico formado por Itália, Canadá, França, Alemanha, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além de representantes da União Europeia. O grupo existe desde 1975, criado em meio à Crise do Petróleo, como uma aliança das maiores economias industrializadas da época.
Embora tenha relevância econômica, o G7 costuma ser alvo de críticas por não incluir nações emergentes e em desenvolvimento. Na visão de Lula, isso compromete a capacidade do grupo de refletir os interesses globais de maneira justa.
Por que Lula quer o fim do G7?
Lula argumenta que o G7 perdeu relevância diante de um mundo mais multipolar e interconectado. Para ele, o G20, composto pelas 20 maiores economias do mundo — incluindo países desenvolvidos e emergentes — tem maior representatividade econômica, social e geopolítica.
O que é o G20 e por que Lula defende seu fortalecimento?
O que é o G20?
O G20 é um fórum internacional que reúne 19 países, a União Europeia e a União Africana. Juntos, representam 85% do PIB global, dois terços da população mundial e 75% do comércio internacional. O grupo se destaca pela diversidade, unindo economias desenvolvidas e emergentes, como Brasil, China, Índia, México e África do Sul.
A visão de Lula sobre o G20
Lula considera o G20 o espaço mais representativo para discutir questões econômicas, sociais, ambientais e políticas. Para ele, o grupo reflete melhor a realidade global, ao incluir tanto países ricos quanto nações em desenvolvimento.
Quem participou da cúpula?

Apesar das críticas, Lula esteve presente na reunião do G7 como convidado, assim como líderes de outras nações emergentes e países estratégicos no cenário global.
Países convidados para a cúpula de 2025:
- Brasil
- México
- Índia
- África do Sul
- Austrália
- Arábia Saudita
- Ucrânia
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A presença desses países reflete a tentativa do G7 de ampliar, ainda que de forma limitada, sua interlocução com o Sul Global e com nações que desempenham papéis centrais nos desafios atuais.
FAQ
Lula participou da cúpula do G7?
Sim. Apesar das críticas, Lula participou da reunião como convidado, junto com outros líderes de países emergentes.
Lula defende a volta da Rússia ao G7?
Lula defende que a Rússia volte a participar dos fóruns internacionais, criticando sua exclusão desde 2014, após a anexação da Crimeia.
Considerações finais
As falas de Lula repercutem em um momento de reconfiguração das alianças globais. O presidente brasileiro tem se posicionado como uma liderança do Sul Global, buscando fortalecer espaços multilaterais mais inclusivos e representativos.
Ao propor o fim do G7 e defender o fortalecimento do G20, Lula se alinha a uma visão que prioriza o diálogo global, a multipolaridade e a redução das assimetrias entre países ricos e em desenvolvimento.
