O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, em 29 de setembro de 2025, uma lei que garante 120 dias de licença-maternidade a partir da alta hospitalar da mãe ou do bebê em casos de internação prolongada. A norma também altera o salário-maternidade e incorpora à legislação um entendimento já consolidado pelo STF.
Você vai querer saber deste benefício extra: licença-maternidade ampliada em lei
Presidente Lula sanciona lei que amplia licença-maternidade e salário-maternidade quando mãe ou bebê ficam internados por mais de duas semanas.
A sanção ocorreu na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, em Brasília, e incluiu a criação da Semana Nacional de Conscientização sobre Cuidados com Gestantes e Mães, com foco nos primeiros mil dias da criança.
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Alterações na contagem da licença-maternidade

Segundo a nova legislação, o período de 120 dias de licença-maternidade passa a ser contabilizado a partir da alta hospitalar, seja da mãe ou do bebê, considerando o último a receber alta. Esse ajuste garante que mães e recém-nascidos tenham o tempo necessário de convivência nos casos de internação prolongada.
Antes da sanção, essa prorrogação já era amparada pelo entendimento do STF, mas agora passa a estar expressamente prevista na lei, oferecendo maior segurança jurídica às famílias.
Contexto no STF
O Supremo Tribunal Federal já havia se posicionado sobre o tema em julgados recentes. Em 2020, na ADIn 6.327, o STF determinou que a contagem da licença-maternidade deveria ter início a partir da alta hospitalar da mãe ou do bebê, o que ocorresse por último.
Em fevereiro de 2025, a 2ª Turma do STF estendeu esse entendimento também à licença-paternidade, garantindo que policiais penais do Distrito Federal, por exemplo, pudessem iniciar o período de afastamento após a alta hospitalar, reforçando a convivência familiar nos primeiros dias de vida da criança.
O papel da jurisprudência
O julgamento da ADIn 6.327 teve como relator o ministro Edson Fachin, que destacou a ausência de previsão legal para extensão da licença-maternidade em casos de internações mais longas, especialmente em partos prematuros. O magistrado salientou que a medida é essencial para garantir proteção adequada às mães e aos recém-nascidos.
Segundo Fachin, durante a internação hospitalar, as famílias são assistidas por equipes multidisciplinares, mas é após a alta que os cuidados se tornam realmente intensivos e necessários. A prorrogação da licença garante que a mãe possa cumprir plenamente seu papel no cuidado integral da criança, promovendo direito à vida, à saúde, à alimentação, à dignidade e à convivência familiar.
Aplicação prática da lei
A nova regra tem efeito direto sobre trabalhadores formais que se enquadrem nas condições de internação prolongada, sendo válida para todos os setores, públicos e privados. O período adicional será computado automaticamente pelo INSS e pelas empresas, evitando interpretações divergentes e litígios.
Além disso, o avanço legislativo representa um marco na proteção aos direitos das mulheres, reforçando a importância de políticas públicas que priorizem a saúde materna e infantil.
Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com Gestantes e Mães
A lei sancionada também institui uma semana de conscientização a ser realizada em agosto. O objetivo é orientar famílias e profissionais de saúde sobre os cuidados essenciais nos primeiros mil dias de vida da criança, período crucial para o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo do bebê.
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A iniciativa reforça a atenção à gestante, ao parto e aos primeiros meses do recém-nascido, destacando a importância de ações preventivas e educativas que garantam a saúde integral da criança e da mãe.
Impactos sociais e econômicos
Especialistas afirmam que a ampliação da licença-maternidade pode contribuir para uma redução nos índices de complicações neonatais, já que proporciona um período de atenção integral nos momentos iniciais de vida do bebê. Além disso, o apoio à mãe no período pós-parto favorece o vínculo familiar, a amamentação e a estabilidade emocional da família.
No âmbito econômico, algumas empresas apontam desafios na adaptação da jornada e na gestão de pessoal, mas especialistas em recursos humanos destacam que a medida é um investimento em produtividade, pois mães com maior suporte tendem a apresentar menor rotatividade e melhor desempenho.
Repercussão e próximos passos

Organizações de defesa dos direitos das mulheres celebraram a sanção, considerando a medida um avanço histórico. Parlamentares e especialistas em políticas públicas destacam que a legislação garante igualdade de oportunidades e promove a proteção integral da maternidade.
Espera-se que a regulamentação prática das normas ocorra nos próximos meses, com orientações detalhadas do INSS e do Ministério do Trabalho, garantindo que mães e famílias possam usufruir plenamente dos novos direitos.
Conclusão
A sanção da lei pelo presidente Lula marca um avanço significativo nos direitos trabalhistas e sociais no Brasil, reafirmando o compromisso do governo com a proteção à maternidade e à infância. Ao formalizar na legislação um direito já reconhecido pelo STF, o país reforça seu compromisso com a dignidade das mães e o bem-estar dos recém-nascidos, oferecendo mais segurança e amparo às famílias em situações de internação prolongada.
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