No dia 16 de setembro de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.973, que institui a reoneração gradual da folha de pagamento para 17 setores econômicos e pequenos e médios municípios.
A nova legislação, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, traz mudanças significativas na forma como as empresas serão taxadas e define compensações fiscais para compensar a renúncia tributária prevista.
O Que é a Lei 14.973?

A Lei 14.973 estabelece um cronograma para a reoneração da folha de pagamento, que se inicia em 2025 e se estende até 2027.
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A partir do próximo ano, a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de salários será substituída por uma taxa variável sobre a receita bruta, que poderá variar de 1% a 4,5%. Esta mudança visa equilibrar a carga tributária e proporcionar um ambiente mais previsível para as empresas.
Desoneração e Nova Estrutura de Taxação
Durante o período de transição, a legislação introduzirá um sistema híbrido de taxação, que combinará uma parte da contribuição sobre a folha de salários com a nova taxa sobre a receita bruta. Este modelo visa suavizar o impacto financeiro para as empresas e facilitar a adaptação às novas regras.
Compensações Fiscais e Objetivos da Lei
A Lei 14.973 também define mecanismos de compensação fiscal para cobrir a renúncia tributária gerada pela reoneração. O objetivo é garantir que a mudança não afete negativamente as finanças públicas, que os recursos necessários para investimentos e serviços públicos sejam preservados.
Vetos Presidenciais
Apesar da sanção da lei, o presidente Lula aplicou vários vetos ao texto aprovado pelo Congresso Nacional. Esses vetos afetam dispositivos específicos da legislação, modificando o escopo e a aplicação de algumas das propostas originais.
Veto ao Artigo 19
O artigo 19, que incluía a criação das Centrais de Cobrança e Negociação de Créditos Não Tributários, foi vetado. O presidente argumentou que a inclusão desses dispositivos adentrava inadequadamente na estrutura administrativa do Poder Executivo, necessitando de iniciativa legislativa própria. Esse veto visa evitar alterações na organização da administração pública que não foram discutidas adequadamente.
Veto ao Artigo 24
O artigo 24, que destinava recursos prioritários para o desenvolvimento de sistemas de cobrança e soluções negociáveis de conflitos para a AGU e o Ministério da Fazenda, também foi vetado. A justificativa para este veto é que o dispositivo restringia a alocação de recursos a órgãos específicos, prejudicando a flexibilidade necessária para a política de regularização de crédito público.
Veto ao Artigo 26
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O artigo 26, que estabelecia um prazo de 90 dias para a indicação do responsável pela gestão administrativa de um sistema unificado de cobrança de créditos não tributários, foi vetado. O governo argumentou que este dispositivo violava a Constituição ao interferir na administração superior da administração pública federal.
Veto ao Artigo 48
Por fim, o artigo 48, que permitia a reclamação de recursos esquecidos em contas de depósitos até 31 de dezembro de 2027, foi vetado. O governo considerou que o prazo estipulado conflitava com os prazos definidos em outras partes da proposta, criando incoerências na legislação.
Impactos da Nova Lei

A sanção da Lei 14.973 marca uma mudança significativa na política tributária do Brasil, com potencial para alterar a dinâmica de diversos setores econômicos e como os pequenos e médios municípios arrecadam receitas. A transição para a nova estrutura de taxação deve ser acompanhada de perto por empresários e gestores públicos, que precisarão se adaptar às novas exigências.
Considerações finais
A Lei 14.973 representa um esforço para equilibrar a carga tributária e estimular a economia, ao mesmo tempo, em que visa garantir a sustentabilidade fiscal do governo. Com a aplicação gradual das novas regras e as compensações fiscais estabelecidas, a lei visa criar um ambiente mais estável e previsível para os negócios, embora os vetos presidenciais indiquem uma necessidade de ajustes e maior clareza na implementação das políticas propostas.
Para mais detalhes sobre as mudanças trazidas pela nova legislação e seus impactos, fique atento às atualizações e orientações das autoridades fiscais e tributárias.
