O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pode rever a autonomia do Banco Central (BC) ao fim do mandato do atual presidente, Roberto Campos Neto. Em entrevista, nesta quinta-feira (2), à Rede TV!, Lula questionou “de que serviu a independência” da instituição.
Lula sugere revisão sobre a autonomia do Banco Central
Em entrevista à Rede TV!, Lula se referiu a Campos Neto como “esse cidadão” e disse que avaliará autonomia do Banco Central.
No último mês, em entrevista à GloboNews, Lula já havia feito críticas, dizendo que a independência do Banco Central é “bobagem”. O Congresso Nacional aprovou e o ex-presidente Jair Bolsonaro sancionou a autonomia do BC, em 2021.
“Eu acho que eles imaginavam que, fazendo o Banco Central autônomo, a economia voltaria a crescer, os juros abaixariam e tudo ia ser maravilhoso”, afirmou Lula durante a entrevista exclusiva.
Lula afirmou que avaliará a autonomia do Banco Central
Durante a entrevista, Lula afirmou que esperará pelo final do mandato de Campos Neto para verificar como a autonomia do Banco Central afetou a instituição, bem como seus impactos na sociedade brasileira.
“Eu vou esperar esse cidadão ´Campos Neto terminar o mandato dele para a gente fazer uma avaliação do que significou o Banco Central independente”, disse o presidente.
Sobre a possibilidade de rever autonomia do BC, Lula afirmou que, embora seja possível, não é algo que considera relevante neste momento. “Não está na minha pauta. O que está na pauta é a questão da taxa de juros”, explicou.
Presidente discorda da taxa de juros a 13,75%
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Conforme citado, a prioridade do governo Lula, no que tange à instituição, refere-se à taxa de juros, e não à autonomia do Banco Central. Nesta quarta-feira (1º), o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, manteve a taxa Selic em 13,75% no ano.
Contudo, o percentual tem sido amplamente criticado por Lula, que reiterou sua discordância durante a entrevista na Rede TV! Assim, o presidente afirmou que “não existe nenhuma razão para a taxa de juros estar em 13,75%”, já que o “Brasil não está em uma situação em que muitas pessoas estão comprando em excesso”, completou.
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
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