O Magazine Luiza, uma das maiores varejistas do país, firmou parceria com o governo federal para ampliar o acesso de pessoas em situação de vulnerabilidade ao mercado de trabalho. A empresa aderiu nesta segunda-feira (15) ao Programa Acredita No Primeiro Passo, iniciativa que busca promover a inclusão socioeconômica de beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico) e de programas sociais.
Parceria com governo: Magalu oferece mil vagas por mês a beneficiários do CadÚnico
Magalu firma parceria com governo e abre mil vagas por mês a inscritos no CadÚnico, priorizando inclusão e capacitação profissional.
A companhia, que já gera mais de mil oportunidades de emprego todos os meses, passará a direcionar parte dessas vagas para inscritos no CadÚnico, priorizando grupos historicamente marginalizados no mercado formal.
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O Programa Acredita No Primeiro Passo foi desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) com foco em criar oportunidades de renda estável e reduzir a dependência dos programas sociais.
Quem pode participar
Poderão se candidatar às vagas pessoas com idade entre 16 e 65 anos que tenham seus dados atualizados no CadÚnico. O programa prevê prioridade para:
- Mulheres chefes de família;
- Jovens em busca do primeiro emprego;
- Pessoas com deficiência;
- Moradores de comunidades negras;
- Populações tradicionais, como ribeirinhos e quilombolas.
De acordo com o governo federal, o objetivo é garantir que os beneficiários possam não apenas ingressar no mercado de trabalho, mas também conquistar autonomia financeira a longo prazo.
Compromisso do Magalu com a inclusão
A adesão do Magalu foi oficializada em São Paulo, em evento que contou com a presença da presidente do Conselho de Administração, Luiza Helena Trajano, e do CEO da companhia, Frederico Trajano. O ministro Wellington Dias (MDS) também participou da assinatura.
Para Frederico Trajano, a iniciativa tem potencial transformador:
“O programa é uma solução muito efetiva para inserir a parcela mais vulnerável da população no mercado formalizado e reduzir sua dependência dos programas sociais. Eles são fundamentais, mas devem ser transitórios e ter como porta de saída a capacidade de gerar renda por meio do trabalho”, destacou o executivo.
A varejista já é reconhecida por seu histórico de políticas voltadas à diversidade e à inclusão. Nos últimos anos, o Magalu implementou programas internos que ampliaram a contratação de mulheres em cargos de liderança e de profissionais negros em diferentes áreas da companhia.
Impacto social do programa
Dados do governo federal indicam que o Acredita No Primeiro Passo já trouxe resultados expressivos entre 2022 e 2024. Nesse período:
- A renda dos 50% mais pobres da população cresceu 10,7%;
- Cerca de 14,8 milhões de brasileiros superaram a linha da pobreza;
- O acesso ao mercado de trabalho formal foi fortalecido como ferramenta de emancipação social.
Com a entrada do Magalu no programa, a expectativa é de que o impacto seja ampliado, considerando o porte da empresa e sua presença em todas as regiões do Brasil.
Além do emprego: capacitação profissional

Um dos diferenciais da parceria é o investimento em qualificação profissional. O Magalu, em conjunto com o governo, vai oferecer cursos voltados para áreas de alta demanda no mercado, como logística, atendimento ao cliente, tecnologia e vendas.
Por que a capacitação é essencial?
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- Reduz a rotatividade: trabalhadores mais preparados têm mais chances de se manter no emprego.
- Atende às demandas do setor: o varejo exige atualização constante em ferramentas digitais e processos de atendimento.
- Amplia oportunidades futuras: a formação abre portas não apenas dentro do Magalu, mas também em outras empresas do setor.
A proposta é criar uma trajetória de desenvolvimento para os beneficiários, para que não apenas ingressem no mercado, mas também possam crescer profissionalmente.
Oportunidade de transformação para comunidades vulneráveis
A parceria entre Magalu e governo federal é vista por especialistas em políticas públicas como um marco importante no combate à desigualdade social. Ao unir geração de empregos com formação profissional, a iniciativa cria condições reais de mobilidade social para grupos que historicamente encontram barreiras de acesso ao trabalho formal.
Segundo o ministro Wellington Dias, o impacto vai além da renda:
“É um passo decisivo para promover dignidade, autonomia e cidadania às famílias que hoje vivem em situação de vulnerabilidade”, afirmou o ministro durante o evento.
Desafios e perspectivas
Embora a medida seja considerada positiva, especialistas alertam que a inclusão no mercado formal precisa vir acompanhada de políticas complementares, como transporte acessível, creches públicas e apoio social, especialmente para mulheres chefes de família.
Ainda assim, o engajamento de empresas privadas de grande porte, como o Magalu, é visto como essencial para que o programa tenha alcance nacional e gere resultados duradouros.
Imagem: rafapress / shutterstock.com
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