O programa “Minha Casa, Minha Vida”, que revolucionou a habitação no Brasil, tornou-se sinônimo de esperança para milhões de brasileiros que sonham com a casa própria. Assim, com o objetivo de proporcionar moradia digna a famílias de baixa renda, o programa já entregou milhões de unidades habitacionais por todo o país.
Contudo, apesar de seu propósito nobre, o “Minha Casa, Minha Vida” tem enfrentado uma onda crescente de processos judiciais nos últimos anos. As milhares de ações judiciais denunciam uma série de falhas nas construções entregues. Entenda o que ocorreu.
Processos contra o “Minha Casa, Minha Vida” chegam a mais de 120 mil
Ao todo, são mais de 120 mil ações movidas contra o “Minha Casa, Minha Vida”. O número saltou de apenas 13 em 2012, para 122 mil, no último ano, em 2022, de acordo com dados da Caixa Econômica Federal. Diante disso, a Corregedoria-Geral da Justiça Federal (CJF) fez uma recomendação às corregedorias e unidades judiciais nesta segunda-feira (15).
Essa recomendação sugere que os tribunais sigam um padrão nos processos e nos laudos para investigar os problemas relatados. O juiz auxiliar da CJF, Erivaldo Ribeiro dos Santos, destacou que essa situação exige cooperação entre os tribunais e outras instituições, já que o programa “Minha Casa, Minha Vida” é uma política pública muito importante.
Programa passará por mudanças nos próximos meses
O programa habitacional passará por mudanças após um pedido do Congresso Nacional. A expectativa é de que as prefeituras liderem o processo de qualificação de terrenos para que ocorra a construção das moradias.
Assim, o objetivo das alterações é minimizar o risco às empresas, que passarão a aguardar a aprovação final do projeto para comprar as áreas. As alterações preveem ainda, além de colocar as prefeituras à frente dos projetos, a aplicação de prioridade para a seleção de terrenos.
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