Nos últimos anos, um fenômeno vem ganhando destaque nas prateleiras dos supermercados e farmácias: a reduflação. Esse termo, uma fusão de ‘redução’ e ‘inflação’, descreve uma prática onde as empresas mantêm o preço dos produtos, mas diminuem sua quantidade ou tamanho.
Mais de 24 mil produtos passaram por reduflação; entenda o que isso significa
Reduflação atinge mais de 24 mil produtos no Brasil em um ano. Saiba como identificar e lidar com essa prática
Assim, um bom exemplo é a mudança nas caixas de ovos, que passaram de 12 para 10 unidades ou o óleo de soja que, antes vendido em litros, agora apresenta 900ml. No entanto, essa tática comercial não é nova e se espalha por diversos setores, incluindo alimentícios e medicamentos. Além disso, não se limita apenas ao Brasil, sendo uma estratégia global.
Reduflação dos produtos
Em síntese, as empresas geralmente anunciam essas mudanças como “nova embalagem”, e cabe ao consumidor notar a diferença em volume ou peso. Estratégias como essas ganharam força especialmente após as repercussões econômicas da pandemia, que impactou cadeias produtivas e de insumos globalmente, elevando a aderência a essa prática.
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Em 2023, um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) aponta que 24.570 produtos sofreram reduflação. Esse fenômeno está especialmente presente em supermercados e farmácias, locais que a maioria das pessoas frequenta com pressa, reduzindo a chance de perceber essas mudanças sutis.

Impacto da prática
Portanto, o impacto da reduflação é mais severo do que pode parecer à primeira vista, impactando diretamente no bolso dos consumidores, que agora precisam adquirir mais produtos para sanar suas necessidades. Assim, confira os produtos que mais sofrem com a reduflação:
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- Açúcar;
- Arroz;
- Biscoitos;
- Chocolates;
- Chiclete;
- Creme de leite;
- Óleo de soja;
- Ovos;
- Pipoca;
- Produtos de limpeza;
- Sal;
- Salgadinhos tipo chips.
Enfim, com mais de 24 mil produtos afetados, é crucial que os consumidores estejam atentos às mudanças nas embalagens e quantidades dos produtos que compram. Assim, ao se conscientizar sobre a reduflação, é possível tomar decisões de compra mais informadas e proteger seu poder de compra.
Imagem: Ground Picture / shutterstock.com
