Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) bloquearam a rodovia Hélio Smidt na altura do km 2,5. Essa estrada dá acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Assim, além da lentidão, o bloqueio causou o cancelamento de 25 voos até a manhã de hoje (1º).
Manifestantes bloqueiam via que dá acesso ao Aeroporto de Guarulhos
Entenda como as manifestações bolsonaristas bloquearam a via que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.
De acordo com a GRU Airport, o cancelamento foi motivado pelo atraso das tripulações.
Declaração do Aeroporto de Guarulhos
Através de nota, a GRU Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo, confirmou que existe dificuldade em acessar os terminais. Isso porque há manifestações nos dois sentidos da Rodovia Hélio Smidt.
Dessa forma, a concessionária montou um desvio no acesso à rodovia no sentido São Paulo, para a pista marginal da Ayrton Senna, e um outro desvio para motoristas que vêm do sentido interior, no km 1 da Hélio Smidt, sentido aeroporto, para retorno à Ayrton Senna, sentido à capital.
Qual o motivo das manifestações?
Primeiramente, o ato ocorre com uma onda de bloqueios ou interdições de estradas em manifestações contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República. Desse modo, segundo a Polícia Rodoviária Federal, à 1h da manhã desta terça-feira (1º), havia 335 ocorrências em estradas federais, 230 pontos interditados e 105 bloqueios.
O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nas primeiras horas de hoje para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que mandou a PRF desbloquear imediatamente as rodovias paralisadas por caminhoneiros.
Desse modo, em caso de descumprimento, o ministro do Supremo estipulou uma multa de R$ 100 mil para o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, além do possível afastamento dele de suas funções e até prisão em flagrante por crime de desobediência.
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O que diz a CNT?
A CNT (Confederação Nacional do Transporte) disse ser contrária aos bloqueios das rodovias. Assim, em nota, a confederação afirmou que “respeita o direito de manifestação de todo cidadão, entretanto, defende que ele seja exercido sem prejudicar o direito de ir e vir das pessoas”.
Além da CNT, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) fez um apelo para que os caminhoneiros liberem as vias para “cargas vivas, ração, ambulâncias e outros produtos de primeira necessidade e/ou perecíveis”.
Imagem: BW Press/shutterstock.com
