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Manifestantes bloqueiam via que dá acesso ao Aeroporto de Guarulhos

Entenda como as manifestações bolsonaristas bloquearam a via que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Pessoas em trânsito para viagem no Aeroporto de Guarulhos

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) bloquearam a rodovia Hélio Smidt na altura do km 2,5. Essa estrada dá acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Assim, além da lentidão, o bloqueio causou o cancelamento de 25 voos até a manhã de hoje (1º). 

De acordo com a GRU Airport, o cancelamento foi motivado pelo atraso das tripulações.

Declaração do Aeroporto de Guarulhos 

Através de nota, a GRU Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo, confirmou que existe dificuldade em acessar os terminais. Isso porque há manifestações nos dois sentidos da Rodovia Hélio Smidt. 

Dessa forma, a concessionária montou um desvio no acesso à rodovia no sentido São Paulo, para a pista marginal da Ayrton Senna, e um outro desvio para motoristas que vêm do sentido interior, no km 1 da Hélio Smidt, sentido aeroporto, para retorno à Ayrton Senna, sentido à capital. 

Qual o motivo das manifestações? 

Primeiramente, o ato ocorre com uma onda de bloqueios ou interdições de estradas em manifestações contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República. Desse modo, segundo a Polícia Rodoviária Federal, à 1h da manhã desta terça-feira (1º), havia 335 ocorrências em estradas federais, 230 pontos interditados e 105 bloqueios. 

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nas primeiras horas de hoje para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que mandou a PRF desbloquear imediatamente as rodovias paralisadas por caminhoneiros. 

Desse modo, em caso de descumprimento, o ministro do Supremo estipulou uma multa de R$ 100 mil para o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, além do possível afastamento dele de suas funções e até prisão em flagrante por crime de desobediência. 

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O que diz a CNT? 

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) disse ser contrária aos bloqueios das rodovias. Assim, em nota, a confederação afirmou que “respeita o direito de manifestação de todo cidadão, entretanto, defende que ele seja exercido sem prejudicar o direito de ir e vir das pessoas”. 

Além da CNT, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) fez um apelo para que os caminhoneiros liberem as vias para “cargas vivas, ração, ambulâncias e outros produtos de primeira necessidade e/ou perecíveis”.

Imagem: BW Press/shutterstock.com

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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