Na manhã desta quarta-feira (13) a Secretaria de Ordem Pública da cidade do Rio de Janeiro (Seop) e o Ministério Público do estado começaram uma operação de demolição. O alvo é uma mansão que fica na favela da Rocinha e que pertenceria ao chefe do tráfico na comunidade.
Mansão de traficante que valia R$ 2,5 milhões sofre demolição na Rocinha
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Essa não é a primeira operação do tipo que acontece na capital fluminense. Desde 2021, a Seop foi responsável por quase 3 mil demolições de obras e imóveis irregulares, sendo que 75% desse montante fica em áreas que o crime organizado controla.
No caso da operação de hoje, a mansão possui cerca de 600 m² e ainda está em construção. O que chama a atenção é a área de lazer que ficaria no terraço. Com mais de 100 m² ela tem uma vista privilegiada para diversos pontos turísticos do Rio, como o Cristo Redentor e a praia de São Conrado.
Mansão seria de Johny Bravo
De acordo com os oficiais de inteligência dos serviços de segurança, a mansão seria de John Wallace da Silva Viana, mais conhecido como Johny Bravo. Atualmente, ele é o chefe da facção que controla o tráfico de drogas na comunidade da Rocinha.

Os engenheiros que acompanham os serviços de demolição estimam que a construção de 3 andares vale cerca de R$ 2,5 milhões. Entretanto, a obra não tem registro na prefeitura da cidade e pode oferecer risco tanto para os futuros moradores quanto para os imóveis vizinhos.
Além disso, o secretário de Ordem Pública, afirma que a operação tem como objetivo aumentar a segurança da população que vive em volta, mas também diminuir o poder financeiro da facção. Já que a mansão serviria para a lavagem de dinheiro.
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Demolição na marreta
Devido à localização da mansão, o processo de demolição será de forma manual. Assim, os funcionários da prefeitura precisam derrubar as paredes com marretas e outras ferramentas.
A operação também conta com o apoio do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Polícia Militar e da Guarda Municipal.
Imagem: Reprodução / Secretaria de Ordem Pública do Rio de Janeiro (Fábio Costa)
