Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Marinha decide afundar navio com material tóxico mesmo com proposta de R$ 30 milhões

O grupo empresarial Sela, da Arábia Saudita,  apresentou uma oferta de R$ 30 milhões pelo navio à Marinha, nesta segunda-feira (30). 

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Navios da Marinha brasileria em alto mar

A Marinha do Brasil decidiu afundar o porta-aviões com material tóxico mesmo com proposta da Arábia Saudita de R$ 30 milhões pela embarcação. O navio está impedido de atracar em portos brasileiros após uma inspeção verificar degradação e substâncias tóxicas no casco. 

O grupo empresarial Sela, da Arábia Saudita,  apresentou uma oferta de R$ 30 milhões pelo navio à Marinha, nesta segunda-feira (30). 

Órgãos afirmam que afundamento do casco porta-aviões é inevitável 

De acordo com o Ministério da Defesa e a Marinha, o afundamento da embarcação é “inevitável”. Para a Marinha, há “inevitabilidade de afundamento espontâneo/não controlado”. Dessa forma, não há outra opção que não afundar a embarcação. 

Além disso, os órgãos afirmaram que a Advocacia-Geral da União, (AGU), tomará medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para “reparar e salvaguardar os interesses do Estado Brasileiro”.

Impedido de atracar em postos brasileiros, o casco porta-aviões está a 350 quilômetros da costa do Brasil, em área com 5 mil metros de profundidade. A localização fica dentro da área da Zona Econômica Exclusiva do país e fora de áreas de Proteção Ambiental. 

O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)  já havia criticado a decisão da Marinha de afundar a embarcação. O órgão entrou com pedido na justiça para proibir o afundamento, contudo, a solicitação não foi aceita.

Arábia Saudita ofereceu R$ 30 milhões pela embarcação da Marinha

A Arábia Saudita está oferecendo R$ 30 milhões pela embarcação. O grupo empresarial árabe Sela apresentou a oferta à Marinha, nesta segunda-feira (30). A empresa se comprometeu a assumir os custos de reparos na estrutura e afirmou estar ciente dos problemas da embarcação. 

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Para o advogado da empresa, Alex Christo Bahov, o afundamento não deveria ocorrer devido à “quantidade de material perigoso que tem a bordo, como o amianto e outros produtos químicos que foram declarados no inventário”. 

Além disso, a empresa da Arábia Saudita também possuía interesses econômicos com o desmanche das peças do casco porta-aviões. 

Imagem: Reprodução/ Marinha do Brasil

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

Topicos relacionados