A Marinha do Brasil decidiu afundar o porta-aviões com material tóxico mesmo com proposta da Arábia Saudita de R$ 30 milhões pela embarcação. O navio está impedido de atracar em portos brasileiros após uma inspeção verificar degradação e substâncias tóxicas no casco.
Marinha decide afundar navio com material tóxico mesmo com proposta de R$ 30 milhões
O grupo empresarial Sela, da Arábia Saudita, apresentou uma oferta de R$ 30 milhões pelo navio à Marinha, nesta segunda-feira (30).
O grupo empresarial Sela, da Arábia Saudita, apresentou uma oferta de R$ 30 milhões pelo navio à Marinha, nesta segunda-feira (30).
Órgãos afirmam que afundamento do casco porta-aviões é inevitável
De acordo com o Ministério da Defesa e a Marinha, o afundamento da embarcação é “inevitável”. Para a Marinha, há “inevitabilidade de afundamento espontâneo/não controlado”. Dessa forma, não há outra opção que não afundar a embarcação.
Além disso, os órgãos afirmaram que a Advocacia-Geral da União, (AGU), tomará medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para “reparar e salvaguardar os interesses do Estado Brasileiro”.
Impedido de atracar em postos brasileiros, o casco porta-aviões está a 350 quilômetros da costa do Brasil, em área com 5 mil metros de profundidade. A localização fica dentro da área da Zona Econômica Exclusiva do país e fora de áreas de Proteção Ambiental.
O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) já havia criticado a decisão da Marinha de afundar a embarcação. O órgão entrou com pedido na justiça para proibir o afundamento, contudo, a solicitação não foi aceita.
Arábia Saudita ofereceu R$ 30 milhões pela embarcação da Marinha
A Arábia Saudita está oferecendo R$ 30 milhões pela embarcação. O grupo empresarial árabe Sela apresentou a oferta à Marinha, nesta segunda-feira (30). A empresa se comprometeu a assumir os custos de reparos na estrutura e afirmou estar ciente dos problemas da embarcação.
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Para o advogado da empresa, Alex Christo Bahov, o afundamento não deveria ocorrer devido à “quantidade de material perigoso que tem a bordo, como o amianto e outros produtos químicos que foram declarados no inventário”.
Além disso, a empresa da Arábia Saudita também possuía interesses econômicos com o desmanche das peças do casco porta-aviões.
Imagem: Reprodução/ Marinha do Brasil
