O smartphone é considerado, por muitos, o objeto mais revolucionário da vida moderna. Ele transformou a forma como trabalhamos, nos comunicamos, consumimos informação e nos divertimos. No entanto, para Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, esse domínio tecnológico tem data para acabar.
Mark Zuckerberg antecipa a aposentadoria dos celulares: óculos inteligentes são a nova aposta
Mark Zuckerberg prevê o fim da era dos smartphones e aposta em óculos inteligentes como sucessores naturais.
Segundo o bilionário, os smartphones, apesar de poderosos, possuem uma falha fundamental: não são discretos e exigem que estejamos sempre segurando uma tela. Para Zuckerberg, o futuro pertence aos óculos inteligentes, dispositivos que prometem integrar o mundo físico e digital de forma quase invisível e contínua.
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A visão de Zuckerberg: tecnologia invisível e integrada
Crítica aos smartphones
Zuckerberg argumenta que, embora os celulares tenham oferecido um salto imenso de conectividade, eles representam uma barreira. O simples ato de tirar o aparelho do bolso, desbloqueá-lo e olhar para uma tela cria um deslocamento artificial da realidade.
A proposta: óculos inteligentes
A solução apresentada pelo CEO da Meta é simples e ambiciosa: óculos que fundem o digital ao real. Esses dispositivos seriam capazes de:
- Traduzir textos em tempo real;
- Mostrar informações complementares sobre o ambiente;
- Permitir interações com inteligências artificiais;
- Substituir chamadas de vídeo e fotos feitas com smartphones.
Para Zuckerberg, a ideia é que a tecnologia esteja sempre disponível, sem que o usuário precise segurar nada.
Ray-Ban Meta: a aposta inicial
A Meta já iniciou a jornada para esse futuro. Em parceria com a icônica marca de óculos Ray-Ban, a empresa lançou o Ray-Ban Meta, modelo de óculos inteligentes que une estilo e inovação.
Principais características:
- Câmera de 12 MP, capaz de capturar fotos e vídeos com discrição;
- Microfones e fones integrados, possibilitando ligações e interação por voz;
- Design clássico, semelhante a óculos comuns, mas com tecnologia embarcada.
Esses modelos ainda estão em fase inicial, mas mostram a estratégia da Meta de trazer a tecnologia para o dia a dia sem comprometer o estilo.
O mercado de smartphones em estagnação

Queda nas vendas
Dados recentes da consultoria Canalys indicam que as vendas globais de smartphones caíram 1% no segundo trimestre de 2025. Embora pareça um número pequeno, ele revela uma tendência de saturação em um setor que, por mais de uma década, só cresceu.
Falta de inovação
Entre os principais fatores estão:
- Poucas novidades significativas entre modelos recentes e versões anteriores;
- Dificuldade em justificar o custo de aparelhos topo de linha;
- Consumidores optando por manter dispositivos antigos por mais tempo.
Preço em alta
O caso do iPhone 17, que deve ultrapassar os R$ 10 mil no Brasil, é emblemático. Esse valor faz muitos consumidores priorizarem a durabilidade em vez da novidade, reduzindo o ciclo de trocas frequentes.
Desafios para os óculos inteligentes
Apesar da visão futurista, Zuckerberg reconhece que o caminho para substituir os smartphones é cheio de barreiras.
1. Preço
Assim como os celulares premium, os óculos inteligentes têm custo elevado. Para popularizar, será necessário torná-los mais acessíveis.
2. Privacidade e segurança
Esse é o ponto mais delicado. Um dispositivo que vê tudo o que o usuário vê levanta sérias preocupações:
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- Gravações não autorizadas em locais públicos;
- Uso indevido de imagens;
- Monitoramento em tempo real sem consentimento.
3. Aceitação do público
O fracasso de dispositivos pioneiros, como o Google Glass, mostra que a sociedade ainda não está totalmente pronta para integrar a tecnologia de forma tão invasiva ao cotidiano.
Zuckerberg e a pressão por inovação
Para a Meta, a aposta em óculos inteligentes não é apenas tecnológica, mas também estratégica. A empresa busca:
- Reforçar sua imagem de inovadora;
- Manter o interesse dos acionistas;
- Competir em um mercado que já não vê grandes saltos nos smartphones.
Com o Metaverso ainda em desenvolvimento e sem adesão massiva, os smart glasses podem ser o próximo passo para consolidar a visão de Zuckerberg sobre a tecnologia do futuro.
O que os especialistas dizem
Analistas veem o movimento da Meta como arriscado, mas necessário. Para eles:
- O setor de smartphones está maduro e precisará de algo disruptivo para mudar;
- A realidade aumentada e os óculos inteligentes podem ser esse novo capítulo;
- Mas a aceitação social e a regulação sobre privacidade serão determinantes.
Smartphones realmente vão acabar?

Embora Zuckerberg fale no fim da era dos smartphones, especialistas ponderam que isso não deve acontecer tão cedo. Os celulares ainda são:
- Econômicos em comparação a óculos de ponta;
- Onipresentes, com milhões de usuários em países em desenvolvimento;
- Versáteis, com ecossistemas maduros de aplicativos e acessórios.
A transição, portanto, será gradual. É mais provável que os óculos inteligentes convivam com os smartphones por anos ou até décadas, até que a tecnologia amadureça e conquiste massa crítica.
Imagem: Frederic Legrand – COMEO / Shutterstock.com
