A partir desta última semana, uma nova política de acesso às salas VIP altera o cotidiano dos viajantes que utilizam cartões Mastercard Black. As mudanças, anunciadas meses atrás, começaram a valer em 1º de setembro e já provocam repercussões entre bancos emissores e clientes.
Mastercard impõe novas regras nos cartões Black; uso das salas VIP é impactado
Novas regras do Mastercard Black mudam acesso VIP. Descubra aqui o que muda e como manter o benefício. Leia mais agora!!!
O ajuste b para frequentar lounges exclusivos em Guarulhos, impondo critérios de gasto mínimo que transformam o benefício em algo mais restritivo. O tema reacende o debate sobre até que ponto os cartões premium entregam a experiência prometida a seus usuários.

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Vip do Mastercard Black: Como funcionava o acesso até agora
Até então, o processo era simples e prático: bastava apresentar o cartão Mastercard Black (titular ou adicional) e o bilhete de embarque para garantir entrada gratuita no Lounge Mastercard Black ou no Lounge Mastercard, ambos localizados no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Essa política ampla tornou os lounges extremamente populares, atraindo desde viajantes frequentes a clientes que voavam esporadicamente, mas valorizavam a experiência diferenciada oferecida pelo cartão.
A popularização do benefício
Com o aumento do número de cartões Black emitidos no Brasil nos últimos anos, o fluxo de passageiros nas salas VIP cresceu de forma significativa. Em horários de pico, não era incomum encontrar filas para entrar, o que acabou comprometendo a exclusividade que esses espaços pretendiam oferecer.
A pressão sobre a Mastercard
Segundo especialistas do setor de fidelidade e meios de pagamento, a manutenção dos lounges envolve custos operacionais elevados. Com a expansão da base de clientes Black, o modelo anterior tornou-se cada vez menos sustentável financeiramente. A nova regra surge como resposta a esse cenário.
A nova regra em detalhes
A partir de setembro de 2025, a gratuidade no acesso está vinculada ao cumprimento de um critério de gastos: é necessário acumular R$ 15 mil em compras nos três meses anteriores à visita, o equivalente a R$ 5 mil mensais.
Bancos que já confirmaram adesão
Os primeiros emissores a oficializarem a aplicação da regra foram:
- Bradesco
- Sisprime
- C6 Bank (com exceção temporária, detalhada adiante)
- BTG Pactual (exceto clientes Ultrablue e Partners)
Exceções relevantes
Importante frisar que a restrição não se aplica ao espaço The Club by Mastercard, também em Guarulhos. Esse lounge permanece disponível para clientes selecionados, como os portadores do cartão Itaú The One, sem exigência de gasto mínimo.
O caso do C6 Bank: mais tempo para adaptação
Entre os bancos que oferecem cartões Mastercard Black, o C6 Bank decidiu adotar uma estratégia de transição mais suave.
Prazo estendido
Os clientes das categorias C6 Black, Carbon e Graphene continuarão tendo acesso livre aos lounges até fevereiro de 2026, sem a necessidade de cumprir o gasto mínimo. Somente a partir dessa data a nova política passa a ser aplicada.
Estratégia competitiva
Essa decisão é vista como uma forma de fidelizar clientes em um cenário de mudanças que, para muitos, podem soar como perda de benefícios. Ao oferecer mais tempo de adaptação, o banco busca se diferenciar e evitar insatisfações imediatas.
Impacto direto para os clientes
Exclusividade reforçada
Para quem já possui uma rotina de consumo que atinge os R$ 15 mil em três meses, a mudança pode até representar um alívio. Com menos pessoas aptas ao benefício, a expectativa é que as salas fiquem menos lotadas e proporcionem uma experiência mais confortável.
Barreiras adicionais
Por outro lado, para clientes que não atingem esse patamar de gastos, a medida pode transformar o acesso VIP em um privilégio distante. Muitos consideravam o lounge um dos maiores diferenciais do cartão Black.
Alternativa: acesso pago
Mesmo sem cumprir o requisito, ainda será possível utilizar os lounges mediante pagamento adicional. O valor, no entanto, costuma variar e pode não ser atrativo para quem já arca com altas anuidades do cartão.

Análise do mercado de cartões premium
Comparação internacional
Em mercados como Estados Unidos e Europa, políticas de restrição ao acesso VIP já são comuns há anos. No Brasil, o crescimento acelerado da base de clientes Black acabou criando uma discrepância entre a promessa de exclusividade e a realidade das salas superlotadas.
Concorrência acirrada
Visa Infinite e American Express Platinum oferecem alternativas próprias de acesso a lounges, seja via Priority Pass ou convênios exclusivos. O movimento da Mastercard pode incentivar ajustes semelhantes em outras bandeiras, reforçando a disputa por clientes de alto poder de consumo.
A experiência de viajar e a busca por diferenciação
O papel das salas VIP
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+311 mil seguidores
Para muitos viajantes, especialmente em voos internacionais, o lounge representa mais do que conforto: é um símbolo de status. Wi-Fi rápido, alimentação diferenciada, áreas de descanso e até salas de banho fazem parte da experiência.
O desafio da Mastercard
O grande desafio da Mastercard é equilibrar exclusividade com satisfação do cliente. Ao restringir o acesso, a empresa protege a qualidade da experiência, mas corre o risco de frustrar consumidores que sempre viram no lounge um dos grandes atrativos do cartão.
Repercussões entre clientes e especialistas
Reações nas redes sociais
Desde que a mudança foi anunciada, clientes expressam frustração em fóruns e redes sociais. Muitos apontam que o cartão Black já possui uma das anuidades mais altas do mercado e que restringir benefícios pode reduzir sua atratividade.
Visão de especialistas em finanças
Consultores de mercado avaliam que a medida é coerente com o reposicionamento da bandeira. O cartão Black precisa ser visto como um produto aspiracional e de alto valor agregado. Ao limitar acessos, a Mastercard reforça essa percepção.
Como os clientes podem se adaptar
Estratégias para manter o benefício
- Concentrar gastos no cartão: centralizar despesas como contas fixas, compras online e pagamentos do dia a dia pode ajudar a alcançar o valor exigido.
- Utilizar programas paralelos: serviços como LoungeKey e Priority Pass oferecem alternativas de acesso mediante pacotes ou anuidades.
- Negociar com o banco: clientes de alta renda podem buscar condições diferenciadas diretamente com seus gerentes.
Avaliar alternativas no mercado
Quem não conseguir se adaptar pode considerar outros cartões premium. Algumas instituições oferecem benefícios distintos, como acúmulo maior de pontos, seguros de viagem ou acesso a programas parceiros.
Futuro do benefício no Brasil
A mudança da Mastercard pode representar apenas o início de um novo ciclo no setor. O mercado de cartões premium tende a se tornar mais seletivo, priorizando clientes de alto consumo e buscando reduzir custos operacionais com benefícios amplamente utilizados.
Se, por um lado, isso pode aumentar a exclusividade, por outro levanta questionamentos sobre a real vantagem de pagar anuidades elevadas em troca de benefícios cada vez mais restritivos.

A decisão da Mastercard de condicionar o acesso gratuito às salas VIP a um gasto mínimo marca uma inflexão no mercado brasileiro de cartões premium. A medida reposiciona o benefício como algo ainda mais exclusivo, mas também limita o acesso de milhares de clientes.
Para os viajantes frequentes e de alto consumo, a experiência pode se tornar mais confortável e menos lotada. Para os demais, surge o dilema: aumentar o uso do cartão para manter o privilégio ou buscar alternativas mais vantajosas em outras bandeiras e programas.
O certo é que a mudança sinaliza uma nova era no segmento: cada vez mais, os benefícios premium estarão diretamente ligados ao perfil de consumo e não apenas ao tipo de cartão que o cliente carrega na carteira.
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