Uma nova pesquisa reforça um movimento que o mercado já vinha percebendo na prática: a maternidade é hoje um dos principais fatores de influência nas decisões de consumo no Brasil. O estudo “A Lente da Maternidade”, realizado pela VML em parceria com a consultoria Coisa de Mãe, revela que mães brasileiras não apenas consomem mais, mas também definem critérios mais rigorosos na escolha de marcas.
Pix, Mercado Livre e Natura dominam ranking de consumo
Pesquisa revela que mães influenciam o consumo no Brasil e priorizam Pix, Mercado Livre e Natura. Veja como isso muda o mercado.
A pesquisa analisou mais de 18 mil participantes, 1.500 marcas e 142 categorias de produtos e serviços. O resultado aponta um consumidor altamente exigente, que equilibra custo, confiança e praticidade no centro das decisões de compra.
Leia mais:
Vendas no Dia das Mães em Mogi das Cruzes devem crescer 7%, aponta ACMC
Mães são o principal eixo de decisão de consumo no Brasil
De acordo com dados do Datafolha, 69% das mulheres brasileiras são mães e participam de mais de 90% das decisões de orçamento familiar. Em muitos casos, são também as principais responsáveis financeiras da casa, mesmo enfrentando desigualdades salariais no mercado de trabalho.
Esse protagonismo faz com que a maternidade funcione como um filtro de consumo poderoso, influenciando desde compras simples do dia a dia até decisões complexas, como escolha de serviços financeiros, tecnologia e até veículos.
Apesar disso, o estudo aponta um descompasso: o mercado ainda tende a tratar esse público de forma limitada, concentrando estratégias principalmente em campanhas sazonais, como o Dia das Mães.
As marcas mais valorizadas pelas mães brasileiras
O ranking geral das marcas mais valorizadas pelas mães revela a força de serviços digitais, varejo e produtos de uso cotidiano.
Top 10 marcas segundo mães brasileiras
- Pix
- Mercado Livre
- Natura
- Android
- Samsung
- O Boticário
- Havaianas
- Johnson’s
- Brastemp
- Dove
A presença do Pix no topo do ranking reforça uma tendência clara: soluções financeiras simples e funcionais se tornaram indispensáveis no dia a dia das famílias brasileiras.
O destaque de marcas como Mercado Livre e Natura também evidencia a valorização de conveniência, confiança e cuidado pessoal.
O que muda no consumo quando a mulher se torna mãe?
Segundo o estudo, a maternidade altera profundamente a forma como as mulheres avaliam marcas. O consumo deixa de ser guiado apenas por desejo ou status e passa a ser orientado por critérios mais práticos.
Entre os principais fatores de decisão estão:
- confiança na marca;
- utilidade real no dia a dia;
- preço justo;
- segurança do produto ou serviço;
- responsabilidade social e ambiental.
Na prática, isso significa que uma mãe pode preferir uma marca menos “famosa”, mas mais confiável para a rotina familiar.
O que perde relevância no consumo materno
O levantamento também mostra que atributos como inovação abstrata ou tecnologia de ponta perdem peso quando não têm aplicação prática.
Para esse público, tecnologia só faz sentido quando:
- facilita tarefas diárias;
- reduz tempo de trabalho doméstico;
- oferece previsibilidade;
- aumenta segurança e praticidade.
Diferenças entre mães e população geral
Um dos pontos mais interessantes da pesquisa é a comparação entre o ranking das mães e o ranking geral da população.
Enquanto o Pix também lidera entre todos os brasileiros, o restante da lista muda significativamente:
- Google aparece em 2º no geral;
- WhatsApp em 3º;
- YouTube em 4º;
- Microsoft em posições mais altas no público geral.
Já entre mães, marcas como Natura, O Boticário e Johnson’s ganham mais relevância, reforçando a conexão com cuidado, família e rotina doméstica.
Como idade e classe social mudam o consumo materno
O estudo também revela que o comportamento das mães não é homogêneo. Idade e classe social influenciam diretamente o tipo de marca valorizada.
Mães mais jovens (até 29 anos)
Esse grupo tem forte presença digital e valoriza:
- Google;
- Magalu;
- Apple;
- Americanas;
- conteúdos online como Tudo Gostoso.
Também aparecem marcas associadas a estilo de vida e conveniência, como Pampers e Nescau.
Mães entre 30 e 49 anos
É o grupo mais equilibrado, combinando tecnologia e consumo tradicional:
- Pix;
- O Boticário;
- Samsung;
- Mercado Livre;
- WhatsApp;
- Nike;
- Faber-Castell.
Mães acima de 50 anos
Aqui, há uma redução do peso das marcas digitais e maior valorização de marcas tradicionais:
- Johnson’s;
- Electrolux;
- Havaianas;
- Natura;
- Arno;
- Ninho.
Classe social também influencia decisões
O estudo aponta diferenças claras entre classes sociais.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Classes AB
Mães com maior renda têm mais contato com tecnologia e experimentação digital, valorizando:
- Pix;
- Mercado Livre;
- YouTube;
- Android;
- Nike;
- Natura.
Classe C
Já nas classes populares, o consumo é mais orientado por tradição e custo-benefício:
- O Boticário;
- Electrolux;
- Havaianas;
- Coca-Cola;
- Ninho;
- Brastemp.
O Pix aparece em posição de destaque também nesse grupo, reforçando sua universalização como ferramenta financeira.
O novo perfil de consumo das mães brasileiras
A pesquisa mostra que a maternidade cria um modelo de consumo baseado em três pilares principais:
1. Funcionalidade acima de status
A prioridade é resolver problemas reais do dia a dia, como transporte, alimentação e organização doméstica.
2. Confiança como fator decisivo
Marcas precisam demonstrar consistência e segurança, especialmente em produtos de uso familiar.
3. Propósito e responsabilidade social
Mães tendem a valorizar empresas que demonstram:
- preocupação ambiental;
- compromisso com igualdade;
- transparência;
- respeito ao consumidor.
O impacto para o mercado e as marcas
O estudo indica um ponto importante para empresas: não basta comunicar inovação ou performance técnica.
Para conquistar mães brasileiras, as marcas precisam:
- entender a rotina real dessas consumidoras;
- oferecer soluções práticas;
- reduzir fricções no dia a dia;
- construir relações de confiança contínua.
Setores como automóveis, bebidas e tecnologia ainda têm espaço para evoluir nesse diálogo, já que muitas vezes não consideram as necessidades específicas desse público.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
Informacoes Atualizadas 2026:
