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Pix, Mercado Livre e Natura dominam ranking de consumo

Pesquisa revela que mães influenciam o consumo no Brasil e priorizam Pix, Mercado Livre e Natura. Veja como isso muda o mercado.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Pix, Mercado Livre e Natura dominam ranking de consumo

Uma nova pesquisa reforça um movimento que o mercado já vinha percebendo na prática: a maternidade é hoje um dos principais fatores de influência nas decisões de consumo no Brasil. O estudo “A Lente da Maternidade”, realizado pela VML em parceria com a consultoria Coisa de Mãe, revela que mães brasileiras não apenas consomem mais, mas também definem critérios mais rigorosos na escolha de marcas.

A pesquisa analisou mais de 18 mil participantes, 1.500 marcas e 142 categorias de produtos e serviços. O resultado aponta um consumidor altamente exigente, que equilibra custo, confiança e praticidade no centro das decisões de compra.

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Mães são o principal eixo de decisão de consumo no Brasil

De acordo com dados do Datafolha, 69% das mulheres brasileiras são mães e participam de mais de 90% das decisões de orçamento familiar. Em muitos casos, são também as principais responsáveis financeiras da casa, mesmo enfrentando desigualdades salariais no mercado de trabalho.

Esse protagonismo faz com que a maternidade funcione como um filtro de consumo poderoso, influenciando desde compras simples do dia a dia até decisões complexas, como escolha de serviços financeiros, tecnologia e até veículos.

Apesar disso, o estudo aponta um descompasso: o mercado ainda tende a tratar esse público de forma limitada, concentrando estratégias principalmente em campanhas sazonais, como o Dia das Mães.

As marcas mais valorizadas pelas mães brasileiras

O ranking geral das marcas mais valorizadas pelas mães revela a força de serviços digitais, varejo e produtos de uso cotidiano.

Top 10 marcas segundo mães brasileiras

  1. Pix
  2. Mercado Livre
  3. Natura
  4. Android
  5. Samsung
  6. O Boticário
  7. Havaianas
  8. Johnson’s
  9. Brastemp
  10. Dove

A presença do Pix no topo do ranking reforça uma tendência clara: soluções financeiras simples e funcionais se tornaram indispensáveis no dia a dia das famílias brasileiras.

O destaque de marcas como Mercado Livre e Natura também evidencia a valorização de conveniência, confiança e cuidado pessoal.

O que muda no consumo quando a mulher se torna mãe?

Segundo o estudo, a maternidade altera profundamente a forma como as mulheres avaliam marcas. O consumo deixa de ser guiado apenas por desejo ou status e passa a ser orientado por critérios mais práticos.

Entre os principais fatores de decisão estão:

  • confiança na marca;
  • utilidade real no dia a dia;
  • preço justo;
  • segurança do produto ou serviço;
  • responsabilidade social e ambiental.

Na prática, isso significa que uma mãe pode preferir uma marca menos “famosa”, mas mais confiável para a rotina familiar.

O que perde relevância no consumo materno

O levantamento também mostra que atributos como inovação abstrata ou tecnologia de ponta perdem peso quando não têm aplicação prática.

Para esse público, tecnologia só faz sentido quando:

  • facilita tarefas diárias;
  • reduz tempo de trabalho doméstico;
  • oferece previsibilidade;
  • aumenta segurança e praticidade.

Diferenças entre mães e população geral

Um dos pontos mais interessantes da pesquisa é a comparação entre o ranking das mães e o ranking geral da população.

Enquanto o Pix também lidera entre todos os brasileiros, o restante da lista muda significativamente:

  • Google aparece em 2º no geral;
  • WhatsApp em 3º;
  • YouTube em 4º;
  • Microsoft em posições mais altas no público geral.

Já entre mães, marcas como Natura, O Boticário e Johnson’s ganham mais relevância, reforçando a conexão com cuidado, família e rotina doméstica.

Como idade e classe social mudam o consumo materno

O estudo também revela que o comportamento das mães não é homogêneo. Idade e classe social influenciam diretamente o tipo de marca valorizada.

Mães mais jovens (até 29 anos)

Esse grupo tem forte presença digital e valoriza:

  • Google;
  • Magalu;
  • Apple;
  • Americanas;
  • conteúdos online como Tudo Gostoso.

Também aparecem marcas associadas a estilo de vida e conveniência, como Pampers e Nescau.

Mães entre 30 e 49 anos

É o grupo mais equilibrado, combinando tecnologia e consumo tradicional:

  • Pix;
  • O Boticário;
  • Samsung;
  • Mercado Livre;
  • WhatsApp;
  • Nike;
  • Faber-Castell.

Mães acima de 50 anos

Aqui, há uma redução do peso das marcas digitais e maior valorização de marcas tradicionais:

  • Johnson’s;
  • Electrolux;
  • Havaianas;
  • Natura;
  • Arno;
  • Ninho.

Classe social também influencia decisões

O estudo aponta diferenças claras entre classes sociais.

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Classes AB

Mães com maior renda têm mais contato com tecnologia e experimentação digital, valorizando:

  • Pix;
  • Mercado Livre;
  • YouTube;
  • Android;
  • Nike;
  • Natura.

Classe C

Já nas classes populares, o consumo é mais orientado por tradição e custo-benefício:

  • O Boticário;
  • Electrolux;
  • Havaianas;
  • Coca-Cola;
  • Ninho;
  • Brastemp.

O Pix aparece em posição de destaque também nesse grupo, reforçando sua universalização como ferramenta financeira.

O novo perfil de consumo das mães brasileiras

A pesquisa mostra que a maternidade cria um modelo de consumo baseado em três pilares principais:

1. Funcionalidade acima de status

A prioridade é resolver problemas reais do dia a dia, como transporte, alimentação e organização doméstica.

2. Confiança como fator decisivo

Marcas precisam demonstrar consistência e segurança, especialmente em produtos de uso familiar.

3. Propósito e responsabilidade social

Mães tendem a valorizar empresas que demonstram:

  • preocupação ambiental;
  • compromisso com igualdade;
  • transparência;
  • respeito ao consumidor.

O impacto para o mercado e as marcas

O estudo indica um ponto importante para empresas: não basta comunicar inovação ou performance técnica.

Para conquistar mães brasileiras, as marcas precisam:

  • entender a rotina real dessas consumidoras;
  • oferecer soluções práticas;
  • reduzir fricções no dia a dia;
  • construir relações de confiança contínua.

Setores como automóveis, bebidas e tecnologia ainda têm espaço para evoluir nesse diálogo, já que muitas vezes não consideram as necessidades específicas desse público.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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