O diretor-executivo da Sinprifert (Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes), Bernardo Silva, anunciou que empresas de fertilizantes pretendem investir R$21 bilhões no Brasil. O investimento total acontecerá durante os próximos 4 anos.
Isso porque foi anunciada a retomada do conselho de fertilizantes. Além disso, o Vice-Presidente, Geraldo Alckimin, estará à frente da pasta. Dessa forma, o anúncio da liderança melhorou as expectativas das empresas em relação ao mercado brasileiro.
Com isso, empresas e fábricas de fertilizantes esperam regras claras em relação à legislação tributária que rege tal mercado. Ademais, os projetos que receberão os investimentos estão sendo discutidos desde 24 de fevereiro de 2023.
Mercado de fertilizantes brasileiro terá investimento alto nos próximos anos
Até os anos 1990, 50% dos fertilizantes usados em solo brasileiro eram fornecidos por empresas nacionais. Entretanto, instaurou-se uma série de regras tributárias sobre o produto. Dessa forma, de 1990 em diante, aumentou consideravelmente a importação de fertilizantes.
O aumento foi tanto que o produto importado chegou a 90% de domínio no mercado brasileiro. Contudo, com a notícia de Alckimin liderando a pasta, animou-se o mercado de fertilizantes a ponto de fazer um aporte bilionário no país.
Empresas querem regras claras
Embora a notícia seja animadora, empresas e indústrias da área esperam regras claras em relação à tributação do produto. Isso porque, da forma como está, a importação é mais favorecida. Contudo, existem regras de transição tributárias em vigor até 2025, que já visam acabar com a vantagem do produto importado.
Portanto, o mercado de fertilizantes espera que essas regras comecem a funcionar adequadamente para que a produção nacional consiga se equiparar, ao menos em termos de impostos, à produção internacional.
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