Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Eleições de 2026 entram no radar e influenciam o Ibovespa hoje (17)

Mercado passa a precificar eleições de 2026 após pesquisa Quaest indicar Lula à frente e reconfigurar forças da direita.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
pessoa apertando o botão de "confirma" em urna eletrônica, durante eleições mesário

Com a agenda de indicadores econômicos praticamente esvaziada, o investidor brasileiro voltou seus olhos para o cenário político, em especial para os primeiros sinais da disputa presidencial de 2026. A antecipação do debate eleitoral, ainda que distante do calendário oficial, começa a influenciar expectativas, estratégias e o humor dos mercados, sobretudo após a divulgação de uma nova pesquisa de intenção de voto.

Levantamento divulgado pela Genial/Quaest mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando um eventual primeiro turno, com 41% das intenções de voto. O segundo colocado é o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 23%, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 10%. Os números reacenderam discussões entre agentes financeiros, que passaram a recalibrar cenários políticos e econômicos para os próximos anos.

Leia mais:

Eleições 2026 terá voto impresso? Entenda

Pesquisa eleitoral começa a influenciar expectativas do mercado

Embora falte mais de um ano para a eleição presidencial, o mercado financeiro costuma se antecipar a movimentos políticos que possam alterar o ambiente fiscal, regulatório e institucional do país. A pesquisa da Quaest, nesse sentido, foi interpretada como um primeiro sinal concreto de como pode se desenhar a corrida eleitoral.

Lula lidera com folga no primeiro turno

O desempenho de Lula, com 41%, reforça a percepção de que o presidente mantém uma base sólida de apoio eleitoral. Para investidores, isso traz tanto previsibilidade quanto cautela, já que a avaliação do mercado sobre o governo petista envolve uma combinação de políticas sociais amplas, maior presença do Estado e preocupação constante com o equilíbrio fiscal.

Disputa na direita ganha nova configuração

Um dos pontos que mais chamaram atenção entre analistas foi a posição de Flávio Bolsonaro à frente de Tarcísio de Freitas. Até recentemente, a leitura predominante era de que o governador paulista seria o principal nome da direita em 2026, por reunir perfil técnico, boa interlocução com o mercado e desempenho eleitoral robusto em São Paulo.

O avanço de Flávio Bolsonaro sugere que o sobrenome Bolsonaro ainda exerce forte influência sobre parte do eleitorado, o que pode alterar estratégias partidárias e alianças nos próximos meses.

Simulações de segundo turno reforçam vantagem do presidente

Nos cenários de segundo turno testados pela pesquisa, Lula aparece à frente dos dois principais nomes da direita. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente teria 46% das intenções de voto, ante 36% do senador. Em uma eventual disputa com Tarcísio de Freitas, Lula alcançaria 45%, enquanto o governador ficaria com 35%.

Reeleição volta ao radar dos investidores

Esses números começam a ser assimilados pelo mercado como um indicativo de que a reeleição de Lula não pode ser descartada. A possibilidade de continuidade do atual governo tende a influenciar decisões de médio e longo prazo, especialmente em setores sensíveis a políticas públicas, como infraestrutura, energia, bancos e estatais.

Ajustes de portfólio e leitura de risco político

Gestores e investidores institucionais já passam a discutir cenários eleitorais em comitês de risco, mesmo que de forma preliminar. A leitura predominante é que o ambiente político seguirá como um fator relevante para a precificação de ativos, sobretudo em períodos de menor fluxo de dados macroeconômicos.

Mercado brasileiro reflete ambiente de cautela

No último pregão, o mercado doméstico apresentou desempenho negativo, em um movimento que combinou realização de lucros, cautela externa e aumento da sensibilidade a fatores políticos.

Ibovespa fecha em forte queda

O Ibovespa encerrou o dia com recuo de 2,42%, aos 158.557,57 pontos, tocando sua mínima intradiária. A queda foi ampla, atingindo papéis de peso e refletindo uma postura mais defensiva dos investidores.

Dólar avança frente ao real

O dólar à vista fechou em alta de 0,76%, cotado a R$ 5,4630. O movimento reflete tanto fatores globais quanto uma busca por proteção em meio a incertezas locais, incluindo a leitura sobre o cenário político futuro.

ETF brasileiro em Nova York acompanha o tom negativo

O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, recua 0,82% no pré-market, cotado a US$ 31,34, sinalizando continuidade da cautela com ativos brasileiros no exterior.

Mercados internacionais operam em clima mais positivo

Enquanto o Brasil enfrenta um dia mais pesado, o cenário externo apresenta sinais de maior apetite ao risco, ajudando a limitar movimentos mais abruptos nos ativos locais.

Bolsas asiáticas fecham em alta

Os principais índices asiáticos encerraram o pregão em terreno positivo, com destaque para a China e Hong Kong, impulsionadas por expectativas de estímulos econômicos.

  • Tóquio/Nikkei: +0,43%
  • Hong Kong/Hang Seng: +0,92%
  • China/Xangai: +1,19%

Europa e Wall Street avançam

As bolsas europeias operam em alta, assim como os futuros de Nova York, refletindo um ambiente mais construtivo no exterior.

  • Londres/FTSE 100: +1,70%
  • Frankfurt/DAX: +0,20%
  • Paris/CAC 40: +0,09%
  • Nasdaq futuro: +0,31%
  • S&P 500 futuro: +0,28%
  • Dow Jones futuro: +0,18%

Commodities sobem e aliviam pressão inflacionária

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

O mercado de commodities apresenta desempenho positivo, com destaque para o petróleo, que sobe após atingir os menores níveis desde maio.

Petróleo reage a negociações geopolíticas

Os preços do petróleo avançam com o aumento do otimismo em torno de negociações de paz entre Rússia e Ucrânia.

  • Brent: +2,38%, a US$ 60,33 o barril
  • WTI: +2,50%, a US$ 56,52 o barril

Minério de ferro e ouro também avançam

O minério de ferro sobe 1,25%, cotado a US$ 109,02 a tonelada em Dalian, enquanto o ouro registra alta de 0,36%, negociado a US$ 4.347,75 por onça-troy.

Criptomoedas operam sem direção única

O mercado de criptoativos apresenta comportamento misto, refletindo cautela e consolidação de preços.

  • Bitcoin (BTC): +0,1%, a US$ 86.554,47
  • Ethereum (ETH): -0,2%, a US$ 2.923,83

Agenda econômica tem poucos destaques

Com poucos dados relevantes no radar, o mercado segue atento a indicadores pontuais e à agenda política.

Indicadores do dia

  • 04h – Reino Unido: CPI de novembro
  • 05h – Brasil: prévia do IPC
  • 07h – Zona do euro: CPI de novembro
  • 08h – Brasil: prévia do IGP-M
  • 14h30 – Brasil: fluxo cambial semanal

Agenda das autoridades

No campo político, o presidente Lula participa de uma reunião ministerial às 9h. A agenda do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não foi divulgada. Já Gabriel Galípolo tem reunião marcada às 15h com deputados federais.

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

Topicos relacionados