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Meta paga por seus sorrisos: descubra como ganhar US$ 50 por hora!

Meta investe em digitalização humana por US$ 50/hora para criar avatares ultra realistas em realidade virtual.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Meta

O avanço da realidade virtual ganha novos contornos com o mais recente investimento da Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp.

Por meio de um novo projeto chamado Warhol, a big tech está contratando freelancers para digitalizar gestos, sorrisos e conversas naturais de pessoas reais. O objetivo? Desenvolver Codec Avatars, avatares digitais hiper-realistas que prometem revolucionar as interações em ambientes virtuais.

Com pagamentos de até US$ 50 por hora, a iniciativa reacende debates sobre privacidade, consentimento e o uso comercial de dados biométricos.

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Um novo nível de realismo: o que é o Projeto Warhol?

Sorriso
Imagem: Freepik

A Meta contratou a empresa australiana Appen, especializada em coleta e rotulagem de dados, para conduzir um experimento ousado nos Estados Unidos. O chamado Projeto Warhol consiste em escanear voluntários adultos, utilizando câmeras e sensores de alta precisão. A remuneração oferecida chega a US$ 50 por hora, e a proposta foi amplamente divulgada em materiais de recrutamento direcionados a maiores de 18 anos.

Segundo a própria Meta, esse esforço integra a estratégia de desenvolvimento de Codec Avatars, um sistema que visa criar representações digitais em tempo real, com tamanha fidelidade que se tornem praticamente indistinguíveis da pessoa real.

Dividido em dois estudos: expressões e interações humanas

O projeto conta com duas frentes principais de pesquisa:

Estudo “Movimento Humano”

Neste módulo, os participantes são instruídos a reproduzir expressões faciais, ler frases e realizar gestos com as mãos. Durante toda a atividade, um conjunto de câmeras e sensores registra os movimentos de diversos ângulos, fornecendo dados essenciais para treinar os algoritmos dos avatares.

Estudo “Conversas em Grupo”

Já nesta etapa, pequenos grupos são formados para participar de diálogos espontâneos e dinâmicas de improvisação. A intenção dos pesquisadores é capturar a naturalidade das microexpressões, entonações e linguagem corporal. Tais informações ajudam na criação de avatares que conseguem simular interações humanas com mais realismo.

Consentimento e privacidade em foco

Nos formulários assinados pelos participantes, o nome da Meta aparece como cliente da Appen. Apesar da transparência no consentimento, ativistas na Europa têm reagido com críticas ao projeto, sobretudo em casos onde usuários que haviam optado por não compartilhar seus dados estão sendo novamente abordados pela empresa.

A preocupação com o uso e o armazenamento desses dados é crescente. Afinal, trata-se de informações altamente sensíveis, que envolvem características físicas, expressões emocionais e modos de se comunicar, uma verdadeira “assinatura digital” de cada indivíduo.

Codec Avatars: presença digital indistinguível da realidade

WhatsApp meta ai
Imagem: TY Lim / shutterstock.com

A Meta já havia apresentado sua ambição de desenvolver Codec Avatars em 2019. Segundo a companhia, essa tecnologia é considerada essencial para alcançar a chamada telepresença métrica, conceito que se refere a uma sensação de presença digital tão fiel que pode simular encontros reais com alta precisão.

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De acordo com a empresa, “a ideia é permitir experiências sociais mais imersivas e pessoais em realidades virtual e aumentada”, algo que pode transformar reuniões, eventos e interações em ambientes digitais no futuro próximo.

O que está em jogo: inovação ou exploração?

Apesar da promessa tecnológica, o Projeto Warhol também acende alertas. Críticos apontam que a digitalização de pessoas, mesmo com consentimento, levanta dúvidas sobre a finalidade de uso, o tempo de retenção dos dados e a transparência nas políticas de privacidade. Além disso, o uso de freelancers terceirizados pode indicar tentativas de contornar regulamentações mais rígidas em outros países.

A Appen, por sua vez, recusou-se a comentar sobre o projeto. A Meta, no entanto, confirmou ao portal Business Insider que o objetivo do projeto está vinculado ao treinamento de seus Codec Avatars.

Realidade virtual e o futuro das interações humanas

A estratégia da Meta está alinhada a uma corrida global pelo domínio da realidade aumentada e virtual. À medida que empresas como Apple, Microsoft e Google também investem nesse setor, a disputa por dados que permitam tornar os mundos digitais mais críveis se intensifica.

Se os Codec Avatars alcançarem o nível de detalhamento almejado, será possível realizar encontros virtuais quase tão reais quanto os presenciais. Isso pode beneficiar desde o mercado corporativo até o entretenimento, passando pela educação e pela saúde. Contudo, o limite ético desse avanço ainda está em construção.

Com informações de: Uol

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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