A Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, anunciou uma nova iniciativa para aumentar a segurança nas plataformas. Um sistema de reconhecimento facial começará a ser testado para bloquear anúncios falsos que utilizam o rosto de celebridades e figuras públicas.
Facebook e Instagram terão reconhecimento facial contra anúncios falsos com famosos
Meta inicia testes de reconhecimento facial para bloquear anúncios falsos e ajudar na recuperação de contas hackeadas no Facebook e Instagram.
O objetivo é barrar postagens fraudulentas que visam golpes e a venda de produtos. Além disso, a tecnologia será usada para auxiliar usuários na recuperação de contas hackeadas.
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Nova fase de reconhecimento facial nas plataformas Meta

Após uma pausa de três anos, a Meta voltou a apostar no reconhecimento facial, uma tecnologia anteriormente descontinuada devido à pressão de reguladores e preocupações com a privacidade dos usuários. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (21), com a empresa destacando que não haverá armazenamento de dados faciais.
A Meta também informou que o sistema será testado inicialmente fora da União Europeia e do Reino Unido, regiões com regulamentações mais rígidas.
Retomada estratégica do uso da tecnologia
A reintrodução do reconhecimento facial pela Meta ocorre em meio ao aumento global de fraudes e golpes online. Celebridades como Dráuzio Varella e Pedro Bial já manifestaram insatisfação com o uso indevido de suas imagens em propagandas fraudulentas.
Monika Bickert, vice-presidente de Políticas de Conteúdo da Meta, destacou que os testes com pequenos grupos de influenciadores e figuras públicas já estão em andamento, com expansão prevista para as próximas semanas. A empresa pretende implementar amplamente o recurso até 2025.
Como funciona o bloqueio de anúncios falsos?
Quando os sistemas de análise da Meta detectam indícios de fraude em anúncios, o reconhecimento facial é ativado. A tecnologia avalia o rosto presente no conteúdo e o compara com as imagens oficiais da pessoa em questão. Caso a correspondência seja identificada como legítima, o anúncio é bloqueado antes de ser publicado.
- “O processo será rápido e eficaz, garantindo que anúncios falsos sejam detectados e barrados com agilidade”, afirmou Bickert.
A Meta afirmou que os testes iniciais tiveram resultados promissores, sugerindo maior eficiência na detecção de fraudes em anúncios.
E quanto aos deepfakes?
Embora o novo sistema de reconhecimento facial da Meta não tenha sido projetado especificamente para combater deepfakes—imagens ou vídeos gerados por inteligência artificial (IA)—Bickert sugeriu que a tecnologia pode funcionar em alguns desses casos.
“Ainda não sabemos ao certo a eficácia do sistema contra deepfakes, mas ele é capaz de avaliar as características faciais e compará-las com fotos reais de figuras públicas”, afirmou a vice-presidente.
Reconhecimento facial para recuperar contas hackeadas

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Além de ser uma arma contra golpes publicitários, a Meta também utilizará o reconhecimento facial como parte do processo de recuperação de contas hackeadas. A tecnologia permitirá que usuários façam um upload de uma selfie em vídeo, que será comparada com as imagens do perfil original, facilitando o acesso novamente à conta.
Atualmente, o processo de recuperação de contas exige a apresentação de documentos oficiais, o que pode ser demorado. A Meta espera que essa nova solução agilize o procedimento e melhore a segurança dos perfis dos usuários.
Segurança digital ainda enfrenta desafios
Apesar da reintrodução dessa tecnologia, a Meta reconhece que o reconhecimento facial não é uma solução “perfeita”. A empresa afirmou que continua coletando dados dos usuários para treinar seus sistemas de inteligência artificial, mas garantiu que o uso de dados biométricos será limitado às aplicações de segurança.
Além disso, a Meta tem planos de expandir o uso do reconhecimento facial para a detecção de perfis falsos que utilizam rostos de pessoas conhecidas.
Embora o Brasil tenha sido inicialmente excluído dos testes devido a desafios regulatórios, a Meta posteriormente corrigiu essa informação, indicando que o país poderá fazer parte dos próximos testes.
Imagem: Reprodução

