Em um movimento sem precedentes, o sindicato United Auto Workers (UAW), nos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira a realização de greves simultâneas em três das maiores montadoras de veículos no país: General Motors, Ford e Stellantis. O movimento afeta diretamente a produção de modelos populares, como o Ford Bronco, o Jeep Wrangler e o Chevrolet Colorado.
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A ação é considerada a campanha trabalhista mais ambiciosa do setor industrial americano nas últimas décadas. Ademais, Shawn Fain, presidente do sindicato UAW, destacou que “pela primeira vez em nossa história, faremos greve em todas as três grandes montadoras”. Veja mais a seguir!
Entenda as razões da greve nas montadoras
Os conflitos se intensificaram nas últimas semanas, com o sindicato buscando uma maior parcela dos lucros das empresas e uma maior segurança nos empregos, considerando o crescimento na produção de veículos elétricos. Ademais, o impasse se tornou um problema político, e até o presidente do país, Joe Biden, pediu que as partes cheguem a um acordo.

Por enquanto, a estratégia do sindicato é evitar greves gerais mais caras, optando por ações direcionadas, que envolvem cerca de 12,700 trabalhadores. As paralisações acontecem em fábricas operadas pela Ford em Wayne, Michigan; pela General Motors em Wentzville, Missouri e pela Stellantis em Toledo, Ohio. Essas fábricas são cruciais para a produção dos modelos mais lucrativos.
Consequências da paralisação para o mercado
Portanto, se as negociações não seguirem um caminho positivo, o sindicato alertou que poderão promover uma greve maior dentro de uma ou duas semanas.
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O sindicato UAW pede um aumento de 40% nos salários, algo que as empresas estão longe de atender em suas propostas. Assim, caso ocorram greves de maior dimensão, as perdas semanais para cada montadora podem chegar a uma média de 400 a 500 milhões de dólares em produção perdida.
Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock.com
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