Os cerca de 33 mil investidores pessoas físicas que compraram debêntures da Light podem ser vítimas de calote da companhia, que passa por reestruturação devido a dívidas no valor de R$ 11,1 bilhões.
Diante disso, um grupo de gestores de fundos, que representa os investidores, formado por instituições, como BB Gestão de Recursos, JGP Gestão de Recursos, AZ Quest, Riza Asset, Icatu Vanguarda e G5 Administradora de Recursos, entre outras, acionou a Justiça para evitar o não pagamento de seus clientes após a Light ter seu pedido de suspensão de cobrança de dívidas aceito.
Debêntures incluídas no pedido liminar
Nesta quarta-feira (12), a Light informou que possui R$ 6,8 bilhões em debêntures, que foram incluídas no pedido de liminar. De acordo com a empresa, os agentes fiduciários das debêntures informaram o vencimento antecipado dos papéis após o pedido de medida cautelar.
Crise na Light
Ao somar os empréstimos, emissões internacionais e os saldos das debêntures, o valor da dívida da Light é de R$ 11 bilhões. A empresa atribui a crise financeira a que vem enfrentando a problemas que vem enfrentando, como furtos de energia e ligações clandestinas. De acordo com a companhia, apenas em 2021, o prejuízo devido aos furtos chegou a cerca de R$ 600 milhões.
Outra situação que pesou no orçamento da empresa foi a determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que fossem devolvidos créditos fiscais referentes à cobranças indevidas de PIS/Cofins de consumidores finais. Dessa forma, a Light devolveu R$ 374,2 milhões no reajuste de 2021 e R$ 1,05 bilhões no reajuste de 2022.
Em 12 meses, os papéis da Light acumularam queda de 77,3%, o que resultou no valor de mercado da empresa em R$ 804,7 milhões, abaixo até mesmo do valor das dívidas da companhia.
