O governo federal anunciou nesta semana a contratação de mais de 1.700 unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), nas modalidades Rural e Entidades. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU), deve beneficiar cerca de 7 mil pessoas distribuídas em 15 estados brasileiros, com destaque para a região Nordeste.
Minha Casa Minha Vida anuncia 959 moradias para o Nordeste
Governo contrata 1.700 moradias do Minha Casa Minha Vida Rural e Entidades para beneficiar quase 7 mil pessoas em 15 estados do Brasil.
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A região Nordeste será uma das mais contempladas com a iniciativa. Ao todo, estão previstas 959 novas moradias distribuídas entre estados como Bahia, Sergipe, Ceará e Pernambuco. Este último receberá 92 unidades, sendo 21 em Mirandiba e outras 21 em Cabrobó, ambas por meio da linha de atendimento Rural. Já o município de Venturosa contará com 50 unidades viabilizadas pela modalidade Entidades.
Pernambuco será contemplado com unidades em zonas rurais e urbanas
O detalhamento das cidades pernambucanas indica a diversidade de perfis de atendimento. Enquanto Cabrobó e Mirandiba têm forte presença da agricultura familiar, Venturosa se destaca pela atuação de associações comunitárias que articulam a demanda habitacional local.
A expectativa é de que essas moradias ajudem a reduzir o déficit habitacional rural, que ainda atinge uma parcela significativa da população brasileira que vive do campo.
Linha Rural atende agricultores e comunidades tradicionais
Das 1.700 unidades habitacionais anunciadas, 1.269 fazem parte da linha de atendimento Rural. Essa vertente do programa é voltada principalmente para agricultores familiares, trabalhadores rurais e comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas.
Segundo o Ministério das Cidades, desde 2023 já foram selecionadas mais de 75 mil moradias dentro da modalidade rural do Minha Casa, Minha Vida. O objetivo é garantir o direito à moradia digna para populações que historicamente enfrentam dificuldades de acesso à infraestrutura básica e políticas públicas.
MCMV Rural prioriza famílias com menor renda
A seleção das famílias segue critérios sociais e de renda. O foco está em atender grupos em situação de vulnerabilidade socioeconômica e que residem em áreas de difícil acesso. As moradias são construídas com materiais adequados ao clima e ao contexto local, respeitando a cultura e os modos de vida das comunidades beneficiadas.
MCMV Entidades amplia atuação da sociedade civil

Além das moradias rurais, 464 unidades foram contratadas pela modalidade Entidades. Essa linha do MCMV tem como diferencial a participação direta de associações comunitárias, cooperativas habitacionais e outras organizações da sociedade civil na execução dos projetos.
A parceria com essas entidades permite que a execução das obras seja mais alinhada às necessidades locais, especialmente em comunidades que possuem articulação social consolidada. As entidades ficam responsáveis por coordenar a seleção das famílias, acompanhar a execução das obras e garantir a manutenção das unidades após a entrega.
Inclusão social como diretriz
A modalidade Entidades também tem forte atuação em áreas urbanas com baixa oferta habitacional e em regiões que concentram populações em situação de risco. A diretriz é promover inclusão social por meio do acesso à moradia digna, somando esforços entre o poder público e a sociedade civil organizada.
Avanço do programa desde 2023
Desde sua retomada com novo formato em 2023, o Minha Casa, Minha Vida tem buscado diversificar as modalidades de atendimento e alcançar públicos historicamente marginalizados das políticas de habitação.
Ao longo dos últimos dois anos, mais de 75 mil unidades da modalidade Rural foram selecionadas em todo o Brasil, conforme balanço do governo federal. A nova contratação de 1.700 moradias representa mais um passo na estratégia de descentralização da política habitacional.
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Impacto em 15 estados brasileiros
As novas contratações beneficiarão diretamente famílias em 15 estados. Ainda que o Nordeste concentre mais da metade das moradias anunciadas, outras regiões do país também serão contempladas, incluindo estados do Norte, Centro-Oeste e Sudeste.
Essa distribuição busca equilibrar o atendimento à demanda habitacional em diferentes realidades, considerando desde o semiárido nordestino até áreas de fronteira agrícola no Centro-Oeste.
Entrega prevista para os próximos meses

O cronograma de execução das obras ainda será detalhado pelas entidades contratadas e pelas prefeituras locais em parceria com o Ministério das Cidades. A expectativa é de que as construções tenham início ainda no segundo semestre de 2025, com entregas previstas para 2026.
A meta do governo é acelerar a execução dos projetos para garantir moradia às famílias ainda durante a atual gestão.
Programa será ampliado em 2025
O Ministério das Cidades já sinalizou que novas contratações estão previstas para 2025, incluindo a ampliação do número de moradias no campo e nas periferias urbanas. A ideia é garantir moradias sustentáveis, com acesso a saneamento, energia limpa e equipamentos públicos como escolas e postos de saúde.
Inclusão habitacional como política de Estado
Com as novas contratações, o Minha Casa, Minha Vida reafirma seu papel como uma das principais políticas públicas de habitação do Brasil. Ao integrar inclusão social, respeito à diversidade e atuação local, o programa busca garantir moradia digna a quem mais precisa — especialmente em regiões historicamente negligenciadas pelo investimento público.
