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Programa Minha Casa, Minha Vida lidera vendas de imóveis no 1º trimestre

Minha Casa, Minha Vida respondeu por 49% das vendas de imóveis no Brasil em 2026 e segue impulsionando o mercado imobiliário.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
Subsídio

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) consolidou ainda mais sua força no mercado imobiliário brasileiro em 2026. Segundo levantamento divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o programa foi responsável por praticamente metade das vendas de imóveis residenciais realizadas no país no primeiro trimestre deste ano.

Os dados mostram que o Minha Casa, Minha Vida concentrou 49% das vendas registradas entre janeiro e março em 221 cidades monitoradas pela entidade, incluindo capitais e regiões metropolitanas.

Ao todo, foram comercializadas 54.510 unidades enquadradas no programa habitacional no período.

Mesmo diante de juros elevados e crédito mais caro, o setor imobiliário segue demonstrando resistência, sustentado principalmente pelo avanço do programa habitacional federal.

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Minha Casa, Minha Vida se torna principal motor do mercado

Os números divulgados pela CBIC mostram o peso crescente do programa no setor imobiliário nacional.

No total, o Brasil registrou:

• 110.722 unidades residenciais vendidas no trimestre
• crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período de 2025
• 438 mil unidades vendidas no acumulado de 12 meses

Na prática, quase um em cada dois imóveis vendidos no país atualmente pertence ao Minha Casa, Minha Vida.

Especialistas do setor afirmam que o programa passou a desempenhar papel essencial para manter o mercado aquecido mesmo em um cenário de juros altos.

Por que o Minha Casa, Minha Vida cresceu tanto

Segundo representantes da construção civil, o programa se tornou um dos poucos segmentos capazes de sustentar o ritmo das vendas em meio à Selic elevada.

Nos últimos meses, o financiamento imobiliário tradicional sofreu impacto direto do aumento das taxas de juros.

Com isso, o Minha Casa, Minha Vida ganhou ainda mais relevância por oferecer:

• juros reduzidos
• subsídios federais
• entrada facilitada
• financiamento mais acessível

Para muitas famílias brasileiras, o programa acabou se tornando a única alternativa viável para sair do aluguel.

Programa também alcança classe média

Um dos pontos que mais chamou atenção no levantamento é a mudança no perfil do programa.

Segundo representantes do setor imobiliário, o Minha Casa, Minha Vida deixou de atender apenas famílias de baixa renda e passou a atingir também parte da classe média.

Em cidades como São Paulo, por exemplo, o programa já domina grande parte do mercado imobiliário residencial.

Segundo dados apresentados pelo Secovi-SP:

• 65% do mercado imobiliário paulistano já está ligado ao MCMV

Especialistas apontam que o alto custo dos imóveis nas grandes cidades tornou o programa praticamente indispensável para boa parte da população.

Juros altos favorecem avanço do programa

O crescimento do Minha Casa, Minha Vida acontece em meio a um cenário de crédito caro no Brasil.

Entre 2025 e o início de 2026, a taxa Selic chegou a oscilar entre:

• 14,5%
• 15% ao ano

Mesmo assim, o mercado imobiliário conseguiu manter estabilidade nas vendas.

Segundo economistas do setor, o programa habitacional ajudou a compensar a queda de demanda em segmentos de médio e alto padrão.

Sem o Minha Casa, Minha Vida, especialistas avaliam que o mercado teria desacelerado de forma muito mais intensa.

Lançamentos caíram no primeiro trimestre

Apesar da alta nas vendas, os lançamentos imobiliários apresentaram queda no início de 2026.

Foram lançadas:

• 97.802 unidades residenciais no trimestre
• retração de 4,9% em relação ao mesmo período de 2025
• queda de 32,1% frente ao quarto trimestre do ano passado

Segundo a CBIC, o movimento já era esperado por causa da sazonalidade do setor.

O primeiro trimestre costuma registrar ritmo menor devido a fatores como:

• férias
• carnaval
• concentração de lançamentos no fim do ano anterior

Mesmo assim, o mercado manteve volume elevado de comercializações.

Valor movimentado segue elevado

Outro dado relevante envolve o Valor Geral de Vendas (VGV) do setor imobiliário.

Segundo o levantamento:

• o mercado movimentou R$ 65,9 bilhões no trimestre

O valor representa estabilidade em relação ao mesmo período de 2025.

Especialistas afirmam que isso demonstra resiliência do mercado mesmo em um ambiente econômico desafiador.

Norte lidera crescimento do Minha Casa, Minha Vida

Regionalmente, o Norte foi destaque absoluto do programa.

A região concentrou:

• 52% da oferta total do MCMV
• 83% dos lançamentos enquadrados no programa

Já o Sudeste continua liderando em volume total de vendas acumuladas.

Nos últimos 12 meses, a região vendeu:

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• mais de 223 mil unidades residenciais

O Centro-Oeste também chamou atenção pelo avanço expressivo nos lançamentos, com crescimento de 38,3%.

Por que tantas pessoas querem comprar imóvel

A pesquisa divulgada pela CBIC também mostrou forte intenção de compra entre os brasileiros.

Segundo o levantamento:

• 49% dos entrevistados pretendem comprar imóvel nos próximos dois anos

Os principais motivos citados foram:

• parar de pagar aluguel
• sair da casa dos pais
• mudar de região ou cidade
• investir em patrimônio próprio

A preferência segue concentrada em:

• casas de rua — 47%
• apartamentos — 35%

Deixar o aluguel virou prioridade

O aluguel elevado continua sendo um dos maiores impulsionadores da busca pela casa própria.

Segundo a pesquisa:

• 38% dos entrevistados disseram querer comprar imóvel para deixar de pagar aluguel

Com a alta acumulada dos preços de locação em várias cidades brasileiras, muitas famílias passaram a enxergar o financiamento imobiliário como alternativa mais vantajosa.

Mercado imobiliário segue resiliente em 2026

Mesmo diante do cenário econômico desafiador, o setor imobiliário brasileiro continua apresentando força acima das expectativas.

Especialistas apontam que fatores como:

• demanda reprimida
• déficit habitacional elevado
• crescimento populacional urbano
• fortalecimento do Minha Casa, Minha Vida

ajudam a sustentar as vendas no país.

Além disso, o início da queda gradual da Selic reacendeu expectativas de melhora no crédito imobiliário nos próximos meses.

Momento pode favorecer compradores

Representantes do setor avaliam que o atual cenário pode ser interessante para consumidores que desejam adquirir imóvel.

Isso porque:

• construtoras seguem oferecendo condições especiais
• há estoques disponíveis em várias regiões
• programas habitacionais ampliaram o acesso ao crédito

Para famílias que se enquadram nas regras do Minha Casa, Minha Vida, o cenário atual pode representar uma das melhores oportunidades dos últimos anos para financiar a casa própria.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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