Recentemente, um fenômeno notável foi observado no setor habitacional brasileiro. Com significativas medidas de estímulo adotadas pelo governo, as empresas incorporadoras que participam do programa Minha Casa Minha Vida alcançaram recordes impressionantes de vendas durante o segundo trimestre de 2024.
Minha Casa Minha Vida: incorporadoras batem recorde de vendas
Incorporadoras do Minha Casa Minha Vida batem recorde de vendas em 2024. Saiba os fatores e impactos desse sucesso
Dentre elas, Cury, Direcional, MRV e Plano & Plano se destacaram com picos em suas vendas entre abril e junho. Assim, as estatísticas revelam um aumento considerável: juntas, as incorporadoras citadas somaram vendas líquidas de R$ 7,2 bilhões no período mencionado, o que representa um crescimento de 33,4% comparado ao mesmo intervalo do ano anterior.
Além das vendas, houve um avanço expressivo também nos lançamentos, com novos projetos no valor de R$ 7,1 bilhões, marcando um aumento de 31,8% em relação ao ano passado.
Aumento nas vendas no Minha Casa Minha Vida
Desde meados de 2023, medidas como o aumento dos subsídios para as famílias, a redução das taxas de juros e a elevação dos limites de preços dos imóveis mostraram uma melhoria direta nas condições de compra de imóveis por meio do Minha Casa Minha Vida.
Assim, entre os incentivos mais importantes está o reajuste dos subsídios, que passaram de R$ 47,5 mil para R$ 55 mil, e a redução dos juros, agora entre 4% e 4,25% ao ano para as famílias de menor renda. Também se destacam o aumento no teto de preços dos imóveis, que saltou de R$ 265 mil para até R$ 350 mil, ampliando assim o alcance do programa para mais residências.
Além disso, houve a expansão dos prazos de financiamento de 30 para 35 anos e cortes significativos nas alíquotas do Regime Especial de Tributação (RET), de 4% para apenas 1% para projetos da faixa 1 do Minha Casa Minha Vida.

Programa habitacional nos estados
Além disso, um complemento vital veio por parte dos governos estaduais que decidiram oferecer subsídios adicionais, intensificando a capacidade de compra das famílias com renda mais baixa. Esses fatores combinados explicam o porquê de tantas famílias terem conseguido acessar a compra de imóveis no último trimestre, transformando o cenário habitacional brasileiro.
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Programas como Casa Paulista, em São Paulo, e Morar Bem, em Pernambuco, são exemplos claros que oferecem subsídios que podem chegar até R$ 20 mil, aumentando significativamente o número de famílias aptas a adquirir suas casas pelo programa.
Imagem: Leonardo Dantas Teixeira / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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