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Ministério Público critica série da Netflix sobre Boate Kiss

Para o Ministério Público do Rio Grande do Sul, a série da Netflix sobre a Boate Kiss usa o sofrimento de familiares para gerar entretenimento

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
cena da série sobre a boate kiss da Netflix

O Ministério Público do Rio Grande do Sul criticou a série da Netflix sobre a Boate Kiss, “Todo dia a mesma noite”. Em nota publicada nesta terça-feira (31), o órgão afirmou que “a obra contribui para a desinformação e para a criação de uma memória coletiva contaminada por versões e por fatos que não ocorreram como apresentados”. 

A minissérie estreou na Netflix na última quarta-feira (25). Desde então, o conteúdo tem recebido diversas críticas, desde profissionais do direito até as famílias das vítimas. 

Série da Netflix explora dor de centenas de famílias, afirmou o MP 

Para o Ministério Público do Rio Grande do Sul, a série da Netflix aproveita o sofrimento de familiares para gerar entretenimento. Em nota, o MP afirmou que a obra “explora, para o entretenimento, a dor de centenas de famílias, ainda enlutadas, que aguardam, em longa espera, a punição dos culpados”.

De acordo com o órgão, o fato de a produção da Netflix expor a versão de um processo ainda em tramitação é grave, já que o caso pode ir novamente à júri popular, o que poderia influenciar a opinião pública.

Ademais, o Ministério Público ressaltou que ainda está trabalhando para a condenação dos réus  Elissandro Callegaro Spohr, Mauro Hoffmann, Luciano Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos, acusados pela ocorrência. 

Incêndio da Boate Kiss

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A nova minissérie da Netflix, “Todo dia a mesma noite”, retrata o incêndio que atingiu a Boate Kiss. Localizada em Santa Maria, o local pegou fogo no dia 27 de janeiro de 2013, deixando 242 mortos. Ao todo, 636 pessoas sobreviveram à tragédia, contudo, algumas ficaram com sequelas. 

O incêndio ocorreu durante apresentação da banda Gurizada Fandangueira enquanto utilizava dispositivos pirotécnicos. As fagulhas atingiram a espuma acústica do teto da boate, que pegou fogo.

Imagem: Reprodução/ Netflix

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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