Em investigação realizada pela Polícia Federal, surgiram indícios que Michelle Bolsonaro pagava suas despesas pessoais com recursos públicos. A ideia é apurar se há irregularidade nas contas da ex-primeira-dama.
Ministério Público pede que gastos da Michelle Bolsonaro sejam investigados
Em investigação realizada pela PF, há indícios que Michelle Bolsonaro pagava suas despesas pessoais com recursos públicos. Entenda.
De acordo com Lucas Rocha Furtado, subprocurador do Ministério Público (MP), que trabalha em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU), o pedido partiu de áudios interceptados de investigações que miram o tenente-coronel Mauro Cid.
Em caso de identificação de recurso público nas contas de Michelle Bolsonaro, Furtado entende que é necessário uma força-tarefa com a Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Federal (PF) para a apuração do caso.
A investigação de Michelle Bolsonaro
A ideia com toda a operação é identificar se há algum padrão, além de conseguir rastrear os recursos desembolsados com dinheiro em espécie durante toda a gestão do ex-presidente, Jair Bolsonaro, principalmente em relação à sua esposa.
Dessa forma, se houver a confirmação das irregularidades durante as investigações, os recursos devem retornar à União.
Como dissemos acima, entretanto, essa investigação veio à tona após a Polícia Federal apurar suspeitas de desvio de dinheiro realizados por Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro. As investigações indicam que as orientações partiram de Michelle Bolsonaro, com a autorização do ex-presidente.
Quem é Mauro Cid?
Tenente-coronel e ex-ajudante de Bolsonaro, Mauro Cid virou alvo de investigações da PF nos últimos meses, com acusações de se utilizar de verbas públicas de maneira fraudulenta.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A PF afirma que há irregularidades na prática de saques em espécie e depósitos separados que Cid realizava. Assim, a investigação de “rachadinha” e “caixa 2” envolvendo ele e Michelle Bolsonaro se iniciou após reportagem exclusiva do jornal Metrópoles, de fevereiro de 2023.
Segundo a PF, ainda, em relatório, toda a ação realizada por Cid era para dificultar a identificação dos responsáveis pelas diversas transferências realizadas. Além de não ter como comprovar que as pessoas que recebiam os pagamentos tinham alguma ligação com a Presidência da República, afim de justificar o recebimento do recurso público.
Imagem: Valter Campanato / Agência Brasil
