Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Moradores de cidades do interior são os principais alvos do golpe do PIX: entenda

Entenda como tem funcionado o golpe do PIX nas prefeituras de algumas cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais.

Avatar de Victória Victória · · 2 min de leitura
pix

Através de informações de dados das prefeituras, criminosos saquearam altos valores dos cofres através de golpes do PIX. Assim, esse tipo de quadrilha já causou prejuízo para o interior de São Paulo e de Minas Gerais. 

Nesses dois estados já aconteceram 11 golpes. Logo, de acordo com a polícia, os criminosos desviaram mais de R$ 10 milhões.

Qual o impacto do golpe?

Primeiramente, o golpe do PIX prejudicou cidades pequenas como Pirapozinho, no interior de São Paulo, que tem cerca de 20 mil habitantes. Só dessa cidade os criminosos roubaram quase R$ 2,6 milhões dos cofres públicos, portanto, esse valor era para fazer pagamentos de funcionários e para merenda e transporte escolar. 

“Nós somos considerados ainda um município de porte pequeno e qualquer recurso que sai da conta, em uma forma não correta, faz muita falta. Porque as nossas contas são contas muito equilibradas”, lamentou Lucas Padovan, prefeito da cidade. 

Como funciona?

Os bandidos entravam em contato com servidores das respectivas prefeituras que eram responsáveis por movimentar as contas da prefeitura. Assim, eles fingiam ser funcionários do banco e diziam que precisavam atualizar dados do cadastro. 

Feito isso, enviavam um site falso, igual ao do banco, para que os servidores fizessem a “pescaria digital”. Assim, ao digitarem os dados, o golpe acontecia.

Portanto, com os dados bancários da prefeitura em mãos, os criminosos fizeram transferências para contas cadastradas. Logo que o valor chegava, já acontecia uma transferência para outras centenas de contas. Desse modo, essas transferências, feitas via PIX, dificultaram o rastreamento do dinheiro.  

Esse método é comum entre estelionatários, justamente porque dificulta que o dinheiro seja rastreado. 

“Imediatamente após o golpe, esse dinheiro é diluído em transferências de R$ 100 a R$ 300 mil, pulverizado em centenas de contas. Eles utilizaram moedas digitais e, também, utilizaram algo diferente, que é o uso de maquininhas, que são as máquinas de cartão de crédito”, explicou o delegado Everson Contelli. 

Imagem: rafapress/shutterstock.com

Compartilhar
Seu Crédito Digital

Descubra tudo que você tem direito

Benefícios, crédito e dinheiro esquecido: veja as ofertas e ferramentas que separamos para o seu perfil.