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Moradores de rua não conseguem vagas no CadÚnico

De acordo com uma pesquisa, os motivos que levam os moradores de rua a não conseguirem entrar no CadÚnico são variados.

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento3 min de leitura
Moradores de rua não conseguem vagas no CadÚnico

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Metade das pessoas que se encontram em situação de rua não conseguem entrar no CadÚnico do Governo Federal. É o que aponta uma pesquisa divulgada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Os motivos que levam os moradores de rua a não conseguirem entrar no cadastro são variados. No entanto, a falta de documentos pessoais, como RG e CPF, é apontada como a principal justificativa para ausência do público no CadÚnico.

Vale lembrar que o CadÚnico reúne os nomes dos cidadãos brasileiros que estão em situação de vulnerabilidade social no país. Porém, cada município é o responsável pela inclusão dessas pessoas. O processo de seleção é decidido pela prefeitura da cidade.

CadÚnico: o que aponta a pesquisa divulgada pela UFMG

Segundo a pesquisa, 3 em cada 10 cidadãos em situação de não conseguiam entrar no CadÚnico no início da pandemia em 2020. E a situação piorou. Em dezembro do ano passado, 5 em cada 10 pessoas passaram a não conseguir entrar na lista. Durante o período, o número de cidades que faziam o cadastro do público foi de 3.433 para 2.055.

Não basta apenas a inclusão no CadÚnico para que seja garantido o recebimento de programas sociais. Porém, quem entra na lista tem mais chances de ser selecionado. Inclusive, é a partir do cadastro que muitos brasileiros conseguem receber o Auxílio Brasil, o vale-gás, a Tarifa Social de Energia Elétrica, entre outros.

Autores da pesquisa apresentaram possíveis para o problema

Os autores da pesquisa divulgada pela universidade chegaram a apresentar possíveis soluções para o problema. O professor André Dias, da UFMG, defendeu que as esferas da União trabalhem juntas para conceder um melhor atendimento para o público.

Além disso, Dias apontou que o governo e os estados não têm coordenado, monitorado e avaliado a política pública. Ele disse que “já não faziam antes e nós víamos graves problemas, e não fizeram isso durante a pandemia e ainda não fazem isso”.

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“Nós precisamos, urgentemente, do fortalecimento dessas políticas públicas, dessas bases de dados, para que as aplicações desses programas sociais sejam devidas para essas populações tão vulnerabilizadas e tão necessitadas no nosso país”, disse André Dias.

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Imagem: Sidney de Almeida / Shutterstock.com

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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