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Moraes decreta: Bolsonaro seguirá preso e inicia cumprimento da pena

Alexandre de Moraes determina o cumprimento da pena de Jair Bolsonaro, que seguirá preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Eduardo MendesPor Eduardo Mendes2 min de leitura
Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (25) o cumprimento imediato da pena imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e outros crimes relacionados.

A decisão confirma que Bolsonaro seguirá detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está desde a prisão preventiva decretada por risco de fuga.

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Trânsito em julgado e fim dos recursos

Com a decisão, Moraes declarou trânsito em julgado, encerrando todas as possibilidades de recurso no STF.
A defesa de Bolsonaro não apresentou embargos de declaração dentro do prazo, o que abriu caminho para a conclusão do processo.

Além do ex-presidente, o ministro também determinou o encerramento da ação penal de:

  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), atualmente foragido nos Estados Unidos;
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), que também passou a cumprir pena.

Com isso, todos os réus principais no processo tiveram sua situação processual definida.

Por que Bolsonaro seguirá na PF e não na Papuda?

A decisão de Moraes determina que Bolsonaro permaneça na sede da PF, e não seja transferido imediatamente para um presídio como o Complexo da Papuda.

Segundo especialistas, trata-se de uma medida voltada a:

  • garantir segurança institucional;
  • evitar riscos de conflito com outros presos;
  • preservar a integridade física do ex-presidente;
  • permitir monitoramento mais rígido.

Condenação por tentativa de golpe

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A pena de 27 anos e três meses foi aplicada após o STF concluir que Bolsonaro:

  • articulou ações para tentar invalidar o resultado eleitoral;
  • contribuiu para abalar instituições democráticas;
  • incentivou ações de ruptura institucional;
  • ultrapassou os limites legais de atuação presidencial.

Essa é a maior pena já aplicada a um ex-chefe do Executivo no país.

Próximos passos

Com o trânsito em julgado:

  • não cabe mais recurso no STF;
  • eventual revisão só seria possível em ações futuras (como revisional penal);
  • a execução da pena segue sob supervisão do ministro relator.

Bolsonaro segue à disposição da Justiça Federal e da Polícia Federal em Brasília.

Eduardo Mendes

Autor

Eduardo Mendes

Eduardo Mendes é cofundador do Seu Crédito Digital, especialista em SEO, jornalista e bacharel em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por finanças e empreendedorismo, escreve em blogs desde 2014 e atua criando conteúdos, vídeos e análises para ajudar o público a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

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