O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (25) o cumprimento imediato da pena imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e outros crimes relacionados.
Moraes decreta: Bolsonaro seguirá preso e inicia cumprimento da pena
Alexandre de Moraes determina o cumprimento da pena de Jair Bolsonaro, que seguirá preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A decisão confirma que Bolsonaro seguirá detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está desde a prisão preventiva decretada por risco de fuga.
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Trânsito em julgado e fim dos recursos
Com a decisão, Moraes declarou trânsito em julgado, encerrando todas as possibilidades de recurso no STF.
A defesa de Bolsonaro não apresentou embargos de declaração dentro do prazo, o que abriu caminho para a conclusão do processo.
Além do ex-presidente, o ministro também determinou o encerramento da ação penal de:
- Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), atualmente foragido nos Estados Unidos;
- Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), que também passou a cumprir pena.
Com isso, todos os réus principais no processo tiveram sua situação processual definida.
Por que Bolsonaro seguirá na PF e não na Papuda?
A decisão de Moraes determina que Bolsonaro permaneça na sede da PF, e não seja transferido imediatamente para um presídio como o Complexo da Papuda.
Segundo especialistas, trata-se de uma medida voltada a:
- garantir segurança institucional;
- evitar riscos de conflito com outros presos;
- preservar a integridade física do ex-presidente;
- permitir monitoramento mais rígido.
Condenação por tentativa de golpe
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A pena de 27 anos e três meses foi aplicada após o STF concluir que Bolsonaro:
- articulou ações para tentar invalidar o resultado eleitoral;
- contribuiu para abalar instituições democráticas;
- incentivou ações de ruptura institucional;
- ultrapassou os limites legais de atuação presidencial.
Essa é a maior pena já aplicada a um ex-chefe do Executivo no país.
Próximos passos
Com o trânsito em julgado:
- não cabe mais recurso no STF;
- eventual revisão só seria possível em ações futuras (como revisional penal);
- a execução da pena segue sob supervisão do ministro relator.
Bolsonaro segue à disposição da Justiça Federal e da Polícia Federal em Brasília.

