Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Motoristas de aplicativo não querem ser CLT, aponta pesquisa

De acordo com a pesquisa, 75% dos motoristas e entregadores de aplicativo preferem não atuar como CLT. Entenda os motivos

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque3 min de leitura
Motorista de aplicativo dentro do carro conferindo o celular no suporte

Um levantamento realizado pelo Datafolha, divulgado nesta segunda-feira (22), mostrou que os motoristas e entregadores de aplicativo não querem ser CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A pesquisa “Futuro do Trabalho por Aplicativo” feita para a Uber e o iFood, identificou que três em cada quatro motoristas preferem trabalhar como autônomos, utilizando as plataformas para chegar até os clientes. 

Os dados identificaram que a escolha se mantém, ainda que saibam que terão acesso aos benefícios trabalhistas garantidos pelo regime CLT. Veja mais detalhes da pesquisa e entenda como funciona o trabalho dos entregadores e motoristas de aplicativo.

Trabalhadores veem CLT como ameaça à autonomia e flexibilidade 

A pesquisa mostrou que os trabalhadores veem a CLT como uma ameaça à autonomia e flexibilidade que a atuação por aplicativos lhes oferece. Dessa forma, 75% dos trabalhadores preferem continuar da maneira que estão. Somente 14% dos entrevistados disseram preferir um emprego no regime CLT para ter acesso aos benefícios que a lei garante. 

A pesquisa ouviu 1.800 motoristas e 1 mil entregadores da Uber e do iFood entre os dias 17 de janeiro e 10 de março de 2023. 51% desses entrevistados têm nos aplicativos a única fonte de renda, enquanto 49% tem outros rendimentos. 

Entre os principais motivos que os fazem escolher o modelo de trabalho estão:

  • Flexibilidade e autonomia para definir quando e onde trabalhar;
  • Ganhar dinheiro para realizar projetos pessoais ou de familiares;
  • Necessidade de ganhar uma renda extra;
  • Porque a inflação está aumentando o custo dos bens e serviços;
  • Para ganhar dinheiro sem ter um chefe/gerente;
  • Para ganhar dinheiro enquanto procura trabalho em tempo integral;
  • Para ajudar a manter uma renda regular porque outras fontes de renda são instáveis ou imprevisíveis.

Como funciona o trabalho dos entregadores e motoristas de aplicativo?

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

O trabalho de motoristas e entregadores de aplicativos contrasta com empregos formais sob a CLT no Brasil. Enquanto os trabalhadores de aplicativos operam como autônomos, com flexibilidade para escolher quando e quanto trabalhar, eles não desfrutam dos mesmos direitos e benefícios garantidos aos trabalhadores CLT, como salário mínimo, férias remuneradas, décimo terceiro salário, FGTS e licenças remuneradas.

Além disso, os trabalhadores de aplicativos também são responsáveis por todos os custos operacionais relacionados à manutenção do veículo, combustível e seguro. Eles também são responsáveis pela contribuição total ao INSS, se desejarem acesso a benefícios previdenciários. No regime CLT, esses custos e contribuições são compartilhados ou cobertos pelo empregador. 

Imagem: WESTOCK PRODUCTIONS/ Shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

Topicos relacionados