Uma investigação recente liderada pelo grupo Proteste trouxe à luz uma questão surpreendente e pouco conhecida sobre o tradicional pão de forma. Conhecidas marcas como Pulmann, Visconti e Bauducco têm apresentado quantidades consideráveis de álcool em seus produtos, o que pode causar o recebimento de multa por um motorista, por exemplo.
Motoristas que comem pão podem receber multa de R$ 3 mil; entenda
Uma pesquisa revelou que o consumo de pão de forma pode levar motorista a tomar multa. Saiba mais informações sobre o motivo!
Dessa forma, saiba mais informações sobre os dados encontrados na pesquisa, além do valor de uma possível punição para quem estiver dirigindo após consumir o produto. Continue a leitura!
O que revelou a pesquisa sobre o álcool nos pão?

Segundo o estudo realizado, a marca Visconti destaca-se com um índice de álcool de 3,37%, excedendo o limite de 0,5% que classifica uma bebida alcoólica de acordo com a legislação brasileira. Este dado preocupa, considerando as implicações de saúde pública envolvidas, especialmente para segmentos vulneráveis como crianças e gestantes.
O consumo de pão de forma é habitual entre as famílias brasileiras, mas o que muitos não sabem é que estão consumindo álcool inadvertidamente. A Proteste identificou que, além do álcool produzido naturalmente durante a fermentação do pão, que em sua maior parte se evapora ao assar, a presença dessa substância nos pães de forma testados deve-se também ao uso de conservantes alcoólicos.
Estes são aplicados para aumentar a durabilidade dos produtos, contradizendo as expectativas de que o álcool se dissipe completamente antes do consumo.
Saiba mais sobre a multa
Dirigir sob a influência de álcool é uma infração gravíssima segundo o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). As penalidades incluem uma multa de R$ 2.934,70, devido ao fator multiplicador de 10 vezes, e a suspensão da habilitação por 12 meses.
Em determinadas circunstâncias, a condução sob efeito de álcool pode ser considerada crime de trânsito, conforme o artigo 306 do CTB. A lei estabelece um limite de 0,06% de álcool no sangue, destacando a importância de os consumidores estarem atentos aos produtos que consomem.
Quais têm sido as respostas das empresas envolvidas?
Diante dos resultados revelados pela Proteste, as empresas responsáveis pelos produtos testados, como a Pandurata Alimentos (Bauducco e Visconti), enfatizaram seu compromisso com as normas de produção e segurança alimentar.
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Por fim, outras marcas, como Panco e Wickbold, apontaram seus rigorosos controles de qualidade e a transparência de seus processos produtivos como formas de tranquilizar os consumidores.
Imagem: Nomad_Soul / Shutterstock.com
