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Como fica a dedução de despesas médicas com as mudanças no Imposto de Renda?

Novas regras do Imposto de Renda podem impactar pacientes com doenças graves. Saiba o que muda e como ficam as deduções.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
imposto de renda

O governo federal anunciou recentemente mudanças significativas nas regras do Imposto de Renda (IR) que afetam diretamente pessoas com doenças graves. O pacote de reformas apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estabelece o fim da isenção do Imposto de Renda para contribuintes que sofrem de moléstias graves e possuem renda superior a R$ 20 mil.

Mas, o que isso significa para aqueles que dependem dessa isenção? E como ficam as deduções das despesas com tratamentos médicos?

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O que muda para os pacientes com doenças graves

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Até então, portadores de doenças graves, como câncer, AIDS, Parkinson e esclerose múltipla, eram isentos do pagamento do Imposto de Renda. No entanto, com a nova medida, essa isenção deixará de ser válida para quem ganha acima de R$ 20 mil por mês.

Segundo o governo, a decisão foi tomada para corrigir distorções no sistema, permitindo que a isenção se aplique apenas a quem realmente se encontra em situação financeira mais vulnerável. Apesar disso, o direito a deduzir despesas com saúde, como consultas médicas, tratamentos com psicoterapia e fonoaudiologia, bem como faturas de plano de saúde, permanece inalterado.

Todos os contribuintes, independentemente da renda, poderão continuar abatendo esses custos do valor do imposto a ser pago.

Regras de dedução de despesas com saúde continuam inalteradas

A boa notícia para os pacientes com doenças graves é que, apesar do fim da isenção para rendas acima de R$ 20 mil, os gastos com saúde poderão ser deduzidos integralmente. Ou seja, aqueles que pagam por tratamentos médicos, consultas e medicamentos continuarão com a possibilidade de abater essas despesas no Imposto de Renda, sem qualquer limitação relacionada ao valor da renda.

O ministro Fernando Haddad explicou que, apesar das mudanças, as deduções gerais para despesas com saúde não serão alteradas. Assim, pessoas com doenças graves, que muitas vezes enfrentam altos custos com tratamentos médicos, não precisam se preocupar com uma alteração nas regras para abater esses gastos.

Como a tributação do Imposto de Renda vai mudar

Além das modificações que afetam a isenção para pessoas com doenças graves, o pacote de mudanças também introduz novos limites para a tributação de rendas elevadas. A principal novidade é que, a partir de 2026, quem receber acima de R$ 50 mil mensais passará a pagar uma tributação mínima de 10% sobre esse valor. A medida inclui salários, aluguéis, dividendos e outras fontes de renda.

O objetivo do governo, segundo o ministro, é tornar o sistema tributário mais justo, tributando de maneira mais eficaz aqueles que possuem uma maior capacidade contributiva. Nesse sentido, a mudança visa reduzir a desigualdade fiscal no país. A reforma deve entrar em vigor a partir de janeiro de 2026, quando o sistema de cobrança de impostos será ajustado.

O impacto das mudanças no Imposto de Renda

Imagem: Leonidas Santana / shutterstock.com

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Essas alterações ainda precisam passar pela aprovação do Congresso Nacional, mas já causam uma grande repercussão, especialmente entre os que dependem da isenção por questões de saúde. Para os pacientes com doenças graves que recebem acima de R$ 20 mil, a notícia é preocupante, pois perderão o benefício da isenção do IR.

Por outro lado, a manutenção das deduções de despesas com saúde representa uma tentativa do governo de suavizar o impacto sobre esse grupo. As mudanças também devem provocar uma reavaliação das finanças pessoais de quem se encaixa nas novas faixas de tributação, especialmente os que têm rendimentos mais altos.

Expectativa de aprovação e implementação das novas regras

De acordo com o ministro Fernando Haddad, as novas regras devem ser implementadas a partir de 2026, após a tramitação no Congresso Nacional. Embora a proposta ainda precise ser debatida e aprovada pelos legisladores, a expectativa é que as mudanças entrem em vigor no início do próximo ciclo fiscal.

A reforma está sendo vista como uma oportunidade para ajustar o sistema tributário, principalmente em um ano onde a agenda legislativa está menos sobrecarregada devido à ausência de um período eleitoral.

No entanto, a reforma pode ter um impacto significativo para as famílias que dependem da isenção do Imposto de Renda devido a questões de saúde, o que pode gerar novas discussões no Congresso.

Imagem: rafapress / shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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