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Mulher morre após 8 dias na fila do CRAS para se inscrever no CadÚnico

Uma mulher de 44 anos morreu enquanto aguardava ser atendida na fila do CRAS do Paranoá, no Distrito Federal

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · 2 min de leitura
Mulher morre após 8 dias na fila do CRAS para se inscrever no CadÚnico

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

De acordo com o site G1, na madrugada desta quarta-feira (17), uma mulher de 44 anos morreu enquanto aguardava ser atendida na fila do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do Paranoá, no Distrito Federal.

O CRAS realiza o cadastramento ou atualização dos dados no CadÚnico. É dessa forma que famílias em situação de pobreza e extrema pobreza são incluídas em programas como Auxílio Brasil, Vale-gás, Tarifa Social de Energia Elétrica e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A situação

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), a vítima foi identificada como Janaína Nunes Araújo. De acordo com testemunhas, ela tentava atendimento há oito dias.

A Sedes afirmou que cidadãos que estavam no local levaram a mulher até o Hospital Regional do Paranoá, porém ela não resistiu. “Diante do lastimável ocorrido, esta secretaria manifesta solidariedade aos familiares e amigos, e informa que está prestando toda a assistência necessária”, disse a pasta.

Desde junho, pelo menos, diversas pessoas têm passado madrugadas nas filas dos CRAS, em diferentes regiões de Brasília, para ter acesso aos benefícios sociais, principalmente ao Auxílio Brasil. Assim, segundo testemunhas, Janaína começou a passar mal por volta das 4h, com sinais de infarto.

Dessa forma, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, porém não enviou socorro. A vista disso, Janaína foi levada ao hospital por populares.

Segundo cidadãos que também estavam no CRAS, a mulher procurava atendimento para ter acesso aos benefícios sociais, pois não podia trabalhar por ter “problemas psicológicos”.

Filas nos CRAS

O número de senhas disponibilizado diariamente pela Sedes no CRAS para cadastramento ou atualização dos dados no CadÚnico não é suficiente para atender a todas as solicitações e, dessa forma, muitas vezes os usuários precisam dormir na fila, para garantir o atendimento.

Esta situação tem gerado reclamações e também conflitos entre os cidadãos que esperam atendimento. Ademais, na semana passada, uma investigação foi aberta pela Polícia Civil do DF para apurar uma denúncia de venda de vagas na fila dos CRAS.

Em suma, a suspeita é que criminosos se aproveitando da dificuldade no atendimento cobram até R$ 100,00 para garantir um lugar na fila.

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Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

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