Em presídio no Distrito Federal, avós, mães e irmãs de presidiários estariam sendo “vendidas” para pagamento de dívidas. Segundo relatos anônimos de policiais penais, presidiários mais poderosos oferecem aos menos respeitados algumas facilidades dentro do presídio.
Mulheres viram ‘moeda’ em presídio; entenda
Como pagamento de dívidas, presos oferecem avós, mães e irmãs para prática de atos sexuais em presídio, durante as visitas íntimas. Entenda!
Depois, quando não são pagos pelos serviços, negociam para que familiares do devedor paguem a dívida com atos sexuais durante visita íntima.
Mulheres são usadas como moeda para pagamento de dívidas em presídio
Os relatos são do Complexo Penitenciário da Papuda, localizado no Distrito Federal. Segundo um dos policiais penais, que preferiu não se identificar:
“Eles reparam que um apenado tem uma irmã bonita ou mãe que chama a atenção, e passam a aliciá-lo. Oferecem algumas facilidades dentro da prisão, que pode ser até mesmo a compra de um lanche melhor na cantina. O objetivo é fazer com que esse interno fique em dívida. Na maioria das vezes, esses presos não conseguem pagar e são coagidos a levar essas mulheres para ter encontros íntimos com outros internos”.
De acordo com os detalhes fornecidos, os encontros das mulheres com criminosos poderosos do presídio acontecem durante as visitas íntimas.
Alguns encarcerados preferem que os atos sexuais se deem dentro do banheiro, já que, segundo as regras, os policiais não podem entrar.
Segundo depoimentos dos próprios detentos, eles aceitam tal situação por medo das represálias que podem sofrer caso não encontrem outra maneira de pagar as dívidas. Além dos policiais, uma jovem de 19 anos relatou ter passado pelo esquema.
Segunda ela, depois que seu irmão carcerário foi agredido e ameaçado dentro do presídio, ela permitiu, durante uma visita, que um dos detentos a tocasse em troca da segurança do irmão, que já estava há dias sem comer.
Resposta das autoridades
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Quando questionadas sobre o assunto, as autoridades negam que exista a possibilidade de tais situações acontecerem no presídio. Segundo a Seape (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal):
“O atual modelo de visita social não permite que tais práticas ocorram, pois os lugares para visitantes e custodiados sentarem são pré-determinados. Além disso, as visitantes utilizam banheiros fora do pátio e não são permitidas movimentações e aglomerações”.
A secretaria ressaltou, ainda, que deve propor regras mais rígidas para o processo de visitas íntimas.
Imagem: Fer Gregory / shutterstock.com
