A data de 22 de agosto de 2026 merece atenção de pais e responsáveis por crianças e adolescentes em todo o Brasil. O sábado será marcado por ações do Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, iniciativa voltada principalmente à atualização da caderneta de vacinação de menores de 15 anos.
A campanha começou em 3 de agosto e segue até 1º de setembro, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde. O objetivo não é aplicar uma única vacina, mas conferir a situação de cada pessoa e completar as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
A mobilização ocorre em um momento importante para a saúde pública. Além da necessidade de recuperar esquemas vacinais incompletos, o país acompanha situações epidemiológicas específicas, como a circulação do sarampo em municípios de São Paulo, que levou o Ministério da Saúde a ampliar a recomendação da vacina tríplice viral em determinadas localidades.
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O que acontece no dia 22 de agosto

O Dia D da multivacinação foi planejado para ampliar o acesso das famílias às unidades de saúde e facilitar a atualização das vacinas que estiverem pendentes.
Na prática, o responsável deve levar a criança ou o adolescente a uma unidade participante. A equipe de vacinação consulta o histórico disponível e verifica quais doses já foram recebidas e quais ainda precisam ser aplicadas.
O funcionamento, porém, pode variar de uma cidade para outra. Estados e municípios organizam a abertura das unidades, horários estendidos e, em alguns casos, pontos de vacinação fora das UBSs.
Por isso, é importante conferir previamente a programação divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade onde a família mora.
Em Botucatu, por exemplo, a prefeitura informou que realizará o Dia D em 22 de agosto, com atendimento nas unidades de saúde e em pontos extramuros. Na Paraíba, a Secretaria de Estado da Saúde também informou a mesma data para a mobilização estadual.
Quem deve participar da campanha de multivacinação
O público prioritário da estratégia nacional é formado por crianças e adolescentes menores de 15 anos.
Isso significa que devem ser avaliadas as cadernetas de vacinação de pessoas que ainda não completaram 15 anos, inclusive aquelas que aparentemente estão com todas as doses em dia.
A recomendação é justamente permitir que profissionais de saúde façam a conferência. Em vez de o responsável tentar descobrir sozinho quais vacinas estão faltando, a equipe analisa o histórico e indica o que precisa ser feito.
A estratégia de 2026 foi oficialmente estruturada pelo Ministério da Saúde para atualizar as cadernetas dessa população. O documento nacional publicado pela pasta estabelece orientações para planejamento, execução, segurança, registro e monitoramento da campanha.
Crianças pequenas também devem ter a caderneta conferida
Crianças menores de cinco anos estão entre as faixas etárias que exigem atenção especial porque recebem diversas vacinas e doses de reforço ao longo dos primeiros anos de vida.
Uma dose atrasada pode significar que determinado esquema ainda não foi concluído. Por isso, perder uma data prevista no calendário não significa que a vacinação deva ser abandonada.
A unidade de saúde pode avaliar a situação e orientar a família sobre a regularização.
Adolescentes também fazem parte da mobilização
A campanha não é exclusivamente para bebês e crianças pequenas.
Adolescentes menores de 15 anos também fazem parte do público da estratégia. Nessa faixa etária, a conferência pode identificar, por exemplo, pendências relacionadas a vacinas previstas no calendário para essa fase da vida.
O HPV é um dos imunizantes que merece atenção especial, já que a vacinação nessa faixa etária é uma importante estratégia de prevenção.
Quais vacinas podem ser avaliadas
A campanha de multivacinação não funciona como um mutirão em que todos recebem as mesmas vacinas.
O que acontece é uma avaliação individual da caderneta. A partir do histórico vacinal, o profissional identifica quais imunizantes ou doses estão indicados para aquela pessoa.
Entre as vacinas que fazem parte das estratégias de imunização e do calendário do SUS estão imunizantes contra doenças como:
- sarampo;
- caxumba;
- rubéola;
- poliomielite;
- febre amarela;
- coqueluche;
- difteria;
- tétano;
- meningites;
- hepatites;
- influenza;
- Covid-19;
- HPV;
- dengue, conforme indicação para cada público.
A oferta efetiva depende da idade, do histórico vacinal, das condições individuais e das regras vigentes para cada imunizante.
O Calendário Nacional de Vacinação de 2026 também prevê situações específicas que exigem avaliação individualizada, especialmente para determinados grupos e condições clínicas.
Precisa levar a caderneta de vacinação?
A orientação é levar a caderneta de vacinação sempre que possível.
Ela ajuda a equipe a verificar as doses já recebidas e evita dúvidas sobre o histórico de imunização.
Também é recomendável levar um documento de identificação e, quando disponível, o Cartão Nacional de Saúde.
Mas perder a caderneta não deve ser motivo para deixar de procurar atendimento. A orientação prática é comparecer à unidade de saúde e informar a situação à equipe, que poderá verificar os registros disponíveis e orientar sobre os próximos passos.
O próprio Ministério da Saúde mantém ferramentas digitais para acompanhamento da vacinação. No Meu SUS Digital, por exemplo, é possível acessar informações da caderneta da criança após o cadastro e a vinculação dos dados.
Por que o governo está reforçando a vacinação
A vacinação não protege apenas quem recebe a dose.
Quando uma parcela elevada da população está imunizada, a circulação de determinados agentes infecciosos tende a ser reduzida. Isso também ajuda a proteger pessoas que não podem receber determinados imunizantes por razões específicas.
Por outro lado, quando a cobertura vacinal cai, aumenta o risco de doenças que estavam controladas voltarem a circular.
Esse é um dos motivos pelos quais campanhas de atualização continuam sendo realizadas mesmo quando não existe uma epidemia generalizada.
A ideia é localizar pessoas com doses atrasadas, completar esquemas e evitar que bolsões de baixa vacinação permaneçam sem atenção.
Sarampo aumenta a importância da campanha em São Paulo
Um dos principais pontos de atenção em 2026 envolve o sarampo.
Em 28 de julho, o Ministério da Saúde recomendou que os municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo ampliassem a vacinação contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos, durante a campanha de multivacinação.
A recomendação foi tomada após a identificação de casos que indicaram uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus.
Nesse caso, a estratégia é diferente da regra geral da campanha para menores de 15 anos.
Ou seja: moradores dessas três cidades devem observar também as orientações específicas divulgadas pelas autoridades de saúde locais e pelo Ministério da Saúde.
A vacina contra o sarampo está disponível para todo mundo?
Não existe uma regra única segundo a qual qualquer pessoa pode simplesmente chegar à unidade e receber qualquer vacina.
Cada imunizante possui indicação própria, levando em consideração fatores como idade, histórico de vacinação e situação epidemiológica.
No caso dos três municípios paulistas citados pelo Ministério da Saúde, a recomendação excepcional de vacinação contra o sarampo foi ampliada para pessoas de 6 meses a 59 anos durante a campanha.
A medida foi adotada justamente por causa do cenário epidemiológico dessas localidades.
Por isso, quem mora em São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo deve conferir as orientações da prefeitura antes de ir ao posto.
O que fazer se a criança estiver com vacinas atrasadas
Uma das principais dúvidas dos responsáveis é se existe algum problema quando uma dose foi perdida.
A resposta depende do imunizante e da situação individual, mas, em muitos casos, o caminho é procurar a unidade de saúde para atualizar o esquema, em vez de simplesmente começar tudo novamente por conta própria.
A equipe verifica o histórico e define quais doses são necessárias.
Isso é especialmente importante para famílias que mudaram de cidade, perderam a caderneta, ficaram algum período sem acesso à unidade de saúde ou não conseguiram cumprir todas as datas previstas.
O melhor procedimento é deixar a avaliação para um profissional.
É necessário esperar o dia 22 de agosto?
Não.
O 22 de agosto é uma data de intensificação, e não o único dia em que a população pode procurar atendimento.
A campanha nacional ocorre de 3 de agosto a 1º de setembro, de modo que as famílias podem buscar os serviços participantes durante esse período, conforme a organização de cada município.
Portanto, quem já sabe que existe uma vacina atrasada não precisa esperar o Dia D.
Se houver uma unidade disponível antes da data, a família pode procurar atendimento e verificar a possibilidade de atualizar a caderneta.
O Dia D serve principalmente para ampliar o alcance da mobilização, com horários e locais adicionais em determinadas cidades.
Como se preparar para ir ao posto de vacinação
Antes de sair de casa, vale separar alguns documentos.
A recomendação prática é levar:
- caderneta de vacinação;
- documento de identificação da criança ou adolescente;
- Cartão SUS, se disponível;
- documentos do responsável, quando solicitados pelo serviço.
Também é importante verificar o horário de funcionamento da unidade escolhida.
Isso porque o Dia D pode ter programação especial, mas os horários não são necessariamente iguais em todos os municípios.
Algumas cidades podem abrir unidades pela manhã e à tarde, enquanto outras podem montar postos temporários em escolas, praças ou outros locais.
A vacinação continua depois do dia 22?
Sim.
O Dia D não encerra a campanha.
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A estratégia nacional de 2026 segue até 1º de setembro, portanto ainda haverá oportunidade de procurar atendimento depois de 22 de agosto.
Além disso, as vacinas de rotina continuam fazendo parte da assistência do SUS conforme o calendário nacional.
Isso significa que não é necessário esperar uma nova campanha para procurar orientação quando houver uma necessidade de vacinação.
Como consultar a situação da vacinação
A família pode começar pela própria caderneta física.
Outra possibilidade é utilizar o Meu SUS Digital, que permite consultar informações relacionadas à vacinação. O Ministério da Saúde orienta o acesso pelo aplicativo com CPF e conta Gov.br; a ferramenta também disponibiliza a Caderneta da Criança quando os dados estão devidamente vinculados.
Ainda assim, a consulta digital não substitui necessariamente a avaliação da equipe de vacinação.
Em caso de dúvida sobre dose atrasada, intervalo entre aplicações ou indicação de determinado imunizante, a unidade de saúde é o local adequado para receber orientação.
Por que manter a caderneta atualizada é importante
A caderneta funciona como um histórico das vacinas recebidas ao longo da vida.
Quando está atualizada, facilita a identificação das doses que já foram aplicadas e das que ainda precisam ser administradas.
Além da proteção individual, a vacinação contribui para reduzir a circulação de doenças na comunidade.
Por isso, a campanha de 2026 deve ser encarada menos como um evento isolado e mais como uma oportunidade de revisar a situação vacinal de crianças e adolescentes.
O que os pais devem fazer agora
Para quem tem criança ou adolescente menor de 15 anos em casa, o passo mais simples é separar a caderneta e verificar se há alguma pendência.
Se houver dúvida, não é necessário tentar interpretar sozinho todas as informações registradas.
A recomendação é procurar uma unidade de vacinação e pedir que um profissional confira o histórico.
Quem não conseguir comparecer em 22 de agosto ainda poderá buscar atendimento durante o restante da campanha, respeitando a programação do município.
Já quem mora em São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo deve prestar atenção especial às orientações sobre sarampo, pois há uma recomendação ampliada de vacinação para a faixa de 6 meses a 59 anos nessas localidades.
Perguntas frequentes sobre a multivacinação
Quem pode participar da Campanha de Multivacinação 2026?
A estratégia nacional é direcionada principalmente a crianças e adolescentes menores de 15 anos, com o objetivo de verificar e atualizar as vacinas previstas no calendário.
O que acontece no dia 22 de agosto?
A data será utilizada para intensificar a mobilização da vacinação. A programação específica, incluindo horários e locais, é definida pelas secretarias de Saúde de cada município.
Preciso esperar o Dia D para vacinar meu filho?
Não. A campanha ocorre entre 3 de agosto e 1º de setembro. Quem tiver uma pendência pode procurar atendimento antes ou depois do Dia D, conforme a disponibilidade local.
E se eu perdi a caderneta de vacinação?
Mesmo sem a caderneta, vale procurar uma unidade de saúde. A equipe poderá verificar os registros disponíveis e orientar sobre como proceder.
Quais vacinas serão aplicadas?
Não existe uma vacina única para todos os participantes. A equipe analisa o histórico de cada pessoa e aplica os imunizantes indicados conforme idade, situação vacinal e calendário vigente.
A campanha é gratuita?
Sim. A vacinação prevista pelo Programa Nacional de Imunizações é oferecida gratuitamente pelo SUS, conforme os critérios e indicações de cada imunizante.
Quem mora em São Paulo precisa ter menos de 15 anos para receber a vacina contra o sarampo?

Nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, o Ministério da Saúde recomendou durante a campanha a vacinação contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente de doses anteriores, devido ao cenário epidemiológico local.
Conclusão
O dia 22 de agosto será uma oportunidade importante para colocar a vacinação de crianças e adolescentes em dia, mas não deve ser tratado como a única data disponível.
A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 ocorre de 3 de agosto a 1º de setembro e tem como foco a atualização das cadernetas de menores de 15 anos.
Para as famílias, o procedimento é simples: separar a caderneta, procurar uma unidade participante e deixar que a equipe de saúde faça a conferência.
Em vez de tentar descobrir sozinho qual vacina está faltando, o responsável pode aproveitar a mobilização para obter uma avaliação completa e atualizar o que for necessário.



