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Nota de R$ 200 perdeu boa parte de seu valor após dois anos de existência

A cédula com estampa do lobo-guará já pode ser considerada rara entre os brasileiros. Veja a situação da nota R$ 200 no mercado hoje!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Nota de R$ 200 com estampa do lobo-guará virada para cima

A nota de R$ 200 passou a circular entre os brasileiros em setembro de 2020. Hoje, depois de dois anos de existência, é pouco vista e conta com uma valorização menor. Apenas uma em cada quatro cédulas com a estampa do lobo-guará estão presentes no mercado. 

Além disso, como a inflação passou por uma escalada ao longo deste ano, o poder de compra da nota foi reduzido. Em setembro, quando a taxa inflacionária era de 7,17%, a cédula valia apenas R$ 161. 

O sumiço da última cédula lançada é explicado pelos analistas. Segundo eles, as pessoas passam a guardar a nota de R$ 200 em casa, como um item de colecionador. Por isso, poucas circulam atualmente. O uso de ferramentas eletrônicas como forma de pagamento, como o Pix, também pode ter influência sobre isso.

Nota de R$ 200

A nota de R$ 200 foi desenvolvida pelo Banco Central em 2020 com o intuito de impedir o desabastecimento de cédulas de dinheiro entre os brasileiros, devido ao cenário de pandemia de Covid-19.

A estampa de lobo-guará foi criada nos anos 2000 e estava guardada para ser lançada em ocasiões de emergência. 

Auxílio Emergencial de R$ 600

Com os efeitos do cenário pandêmico sobre a população, o Auxílio Emergencial começou a ser pago pelo Governo Federal, no valor de R$ 600. Nesse sentido, para reduzir a quantidade de cédulas retiradas, a nota de R$ 200 passou a ser distribuída e, em vez de 6 cédulas, 3 se tornaram suficientes.

Circulação da nota de R$ 200

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A falta de circulação da nota de R$ 200, para além dos motivos já tratados acima, se deve também ao fato de que os comerciantes preferem cédulas de valor menor para facilitar o troco. 

Assim sendo, as instituições financeiras deixaram de solicitar a emissão da nota. Quando criada, já era esperado que a cédula fosse de baixa circulação, justamente pelo alto valor. 

Com as plataformas digitais, a circulação ficou ainda mais restrita, já que os pagamentos e transações são realizados por meio de aplicativos. 

Imagem: Lucas Nunes de Moura/shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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