A Carteira de Identidade Nacional (CIN) está substituindo gradualmente o antigo RG e já pode ser usada também pelo celular. Depois de receber a versão física, o cidadão pode acessar gratuitamente o documento digital pelo aplicativo GOV.BR.
A mudança facilita situações cotidianas em que é preciso comprovar a identidade, como viagens, entrada em eventos e atendimentos presenciais. A CIN adota o CPF como número único de identificação e tem padrão nacional. Segundo dados oficiais, mais de 61 milhões de novas carteiras já haviam sido emitidas em agosto de 2026.
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Como acessar a CIN digital no celular
A versão digital da nova identidade fica disponível na carteira de documentos do aplicativo GOV.BR. Para acessá-la, é necessário que a CIN física já tenha sido emitida.
O processo é simples. Abra o aplicativo GOV.BR e entre com sua conta. Na tela inicial, procure a opção “Carteira de documentos”, toque no botão para adicionar um novo documento e selecione “Carteira de Identidade”.
O sistema deve localizar a CIN vinculada ao CPF. Depois da confirmação, o documento ficará disponível no aplicativo para consulta. O governo informa que a carteira digital pode ser usada para identificação, observadas as regras aplicáveis a cada documento e situação. A carteira de documentos digitais exige conta GOV.BR de nível prata ou ouro.
A CIN digital não aparece no aplicativo: o que fazer?
Se a identidade não estiver disponível, vale confirmar se a versão física já foi efetivamente emitida e entregue. Também é recomendável verificar se o aplicativo GOV.BR está atualizado e se a conta utilizada pertence ao titular do documento.
Em caso de dúvidas ou dificuldades, o cidadão deve buscar atendimento pelos canais oficiais do GOV.BR, evitando clicar em links enviados por mensagens de origem desconhecida.
Quem ainda não tem a nova carteira de identidade
Quem continua usando o RG antigo não precisa fazer a troca imediatamente. Os documentos emitidos no modelo anterior permanecem válidos até 28 de fevereiro de 2032, conforme as regras do Decreto nº 10.977/2022. Mesmo assim, a nova CIN já pode ser solicitada em todos os estados e no Distrito Federal.
Para emitir o documento, o cidadão deve consultar o órgão de identificação do estado onde mora e verificar as regras de agendamento e atendimento. Em geral, é necessário apresentar a certidão de nascimento ou de casamento.
A primeira emissão da CIN em papel é gratuita. Alguns estados também oferecem o documento em cartão de policarbonato, modalidade que pode ter cobrança.
Depois de receber a nova identidade física, o cidadão poderá incluir a versão digital no aplicativo GOV.BR.
O que muda com a nova CIN?
A principal mudança é a adoção do CPF como número único de identificação nacional. No modelo antigo, uma mesma pessoa poderia possuir números de RG diferentes conforme o estado de emissão. Com a CIN, o número de identificação passa a ser o mesmo em todo o país.
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O documento também possui recursos de segurança, como QR Code, que permite a conferência da autenticidade. O governo disponibiliza serviço específico para verificar a validade do código e consultar informações do documento, aumentando a segurança contra fraudes.
A validade da nova carteira varia conforme a idade do titular: cinco anos para pessoas de 0 a 12 anos incompletos, dez anos para quem tem de 12 a 60 anos incompletos e prazo indeterminado para pessoas com mais de 60 anos.
Cuidado com golpes envolvendo a CIN digital

A popularização da nova identidade também exige atenção. Criminosos podem aproveitar o interesse pelo documento para enviar mensagens falsas com pedidos de dados pessoais ou cobranças.
O governo alerta que não solicita, por WhatsApp, informações como CPF e endereço para liberar a versão digital da CIN, nem cobra pagamento para disponibilizar o documento no aplicativo GOV.BR.
Por isso, desconfie de mensagens com links para “ativar a identidade”, “atualizar dados” ou pagar uma suposta taxa de liberação. O caminho mais seguro é abrir diretamente o aplicativo oficial GOV.BR e verificar se a CIN está disponível.
A digitalização da identidade é gratuita e pode trazer mais praticidade ao dia a dia, mas o acesso deve sempre ser feito pelos canais oficiais para evitar golpes e exposição de dados pessoais.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital



