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Nova diretoria da Petrobras vai aumentar o valor do combustível? Saiba mais

Tanto Lula quanto seu indicado para presidência da Petrobras avaliam que política de preços da empresa deve mudar. Saiba mais!

Marcos CostaPor Marcos Costa3 min de leitura
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já escolheu o senador Jean Paul Prates para presidir a Petrobras e integrar o seu Conselho de Administrativo. Contudo, antes de assumir o controle da estatal, Prates será submetido ao processo de governança interna da companhia.

Assim, o escolhido de Lula não está confirmado e ainda não há definição sobre a nova diretoria da estatal. Entretanto, a indicação de Prates e falas anteriores de Lulas fomentam especulações sobre, por exemplo, mudanças na política de preços de paridade internacional (PPI).

Desde 2016, a Petrobras corrige seus preços considerando a taxa de câmbio e o valor internacional do barril de petróleo. Como senador, Prates relatou um projeto de lei para modificar a política de preços de combustíveis. Já Lula, não poupou o PPI de críticas em 2022.

Bolsonaro segurou preços pelos impostos   

Embora não tenha interferido no PPI, o ex-presidente Jair Bolsonaro buscou controlar a alta dos combustíveis mexendo na tributação. Antes de chegar ao fim, por exemplo, o governo assinou uma Medida Provisória (MP) zerando as alíquotas de PIS/Cofins para gasolina e etanol.

A medida é válida até o próximo dia 28 de fevereiro. A mesma MP também abarca diesel, biodiesel e o GLP – o gás de cozinha. Contudo, para os últimos três, o tributo zerado vale até 31 de dezembro de 2023. A atual gestão estima que a MP custou de R$ 10 a R$ 15 bilhões.

Lula aguarda nova diretoria da Petrobras para discutir valores

Segundo a Reuters, o governo chegou a pedir ao anterior que não tomasse atitudes que prejudicassem as contas públicas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que Lula aguardará a posse da nova diretoria da Petrobrás para decidir sobre o valor dos combustíveis.

“Ele quer discutir isso conjuntamente com a nova diretoria da empresa”, disse na última segunda (2). A fala reforça o que Lula já havia dito em dezembro, segundo o “Estadão”. O petista avaliou que a redução do valor dos combustíveis pode ser feita “sem mexer no ICMS”.

A fala fazia referência a lei sancionada em junho do ano passado. Na época, Bolsonaro limitou a alíquota do tributo que incide nos combustíveis a, no máximo, 18%. De olho na reeleição, o então presidente trabalhou para viabilizar a medida no Congresso.

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Contudo, a ação acabou representando um ônus para os Estados. Uma matéria da “Veja” sobre o tema destacou que o imposto representou 80% do valor arrecadado dos cofres estaduais no primeiro trimestre de 2022. Assim, a redução prejudicou os governadores.

Petrobras já foi oficialmente comunicada sobre indicação

Para Lula, a queda do preço dos combustíveis acontecerá a partir do momento que a diretoria da Petrobras fosse montada. Na última terça (3), a Petrobras informou, por meio de nota, o recebimento de um ofício do Ministério das Minas e Energia oficialmente comunicando a indicação de Prates.

Imagem: gustavomellossa / shutterstock.com

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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