A proposta de isenção do Imposto de Renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil mensais, anunciada pelo Governo Federal em novembro, promete impactar diretamente a vida de milhões de brasileiros. Se aprovada, a medida pode beneficiar até 16,1 milhões de contribuintes, com um custo estimado de R$ 35 bilhões para os cofres públicos.
16 milhões de pessoas devem ser beneficiadas com a nova isenção do Imposto de Renda; saiba mais
Entenda como a isenção do Imposto de Renda pode beneficiar 16 milhões de brasileiros e o impacto nas finanças públicas.
Contudo, a ideia de desoneração também traz desafios fiscais que poderiam ser compensados por mudanças na tributação das rendas mais altas, segundo um estudo do Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional).
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O custo da isenção e a necessidade de ajustes

A medida de isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil mensais representa uma grande vitória para a classe média e os mais pobres. No entanto, ela traz consigo um impacto significativo para as receitas federais, estimado em cerca de R$ 35 bilhões.
Uma solução sugerida por especialistas seria a implementação de alíquotas progressivas para os contribuintes mais ricos, garantindo que os mais abastados paguem mais, equilibrando as perdas de arrecadação.
De acordo com o Sindifisco, caso as alíquotas fossem ajustadas para uma progressão linear, a arrecadação poderia aumentar em até R$ 41 bilhões anualmente. Essa medida visaria uma maior justiça fiscal, em linha com o princípio da capacidade contributiva presente na Constituição Federal.
A compensação fiscal e o combate à elisão tributária

Embora a isenção para quem ganha até R$ 5 mil seja um alívio para muitas famílias, ela também abre espaço para distorções fiscais. Estima-se que, devido ao planejamento tributário abusivo, cerca de R$ 5,5 bilhões possam ser perdidos em arrecadação.
Isac Falcão, ex-presidente do Sindifisco, alerta para a necessidade de intensificar o combate ao planejamento tributário abusivo para garantir que as medidas não sejam burladas pelos mais ricos.
Desafios para os milionários: uma alíquota mais justa

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A proposta de estabelecer alíquotas efetivas para os mais ricos também é uma solução para combater distorções no sistema tributário. Hoje, milionários pagam taxas de imposto de renda muito abaixo de 10%, mesmo com rendimentos elevados.
Por exemplo, uma pessoa com ganhos anuais de R$ 24,5 milhões contribui com apenas 5,12% do seu rendimento, enquanto quem ganha R$ 280 mil paga 11,34%.
A introdução de uma alíquota máxima de até 12,8% para os mais ricos, como proposto pelo Sindifisco, poderia gerar uma arrecadação adicional de R$ 35,5 bilhões por ano. Esse valor seria suficiente para cobrir o gasto com segurança pública nos estados do Nordeste e Centro-Oeste, de acordo com dados de 2023.
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