Uma nova lei promete mudar a forma como consumidores realizam pagamentos em farmácias, supermercados e outros estabelecimentos comerciais em todo o Brasil. A medida reforça a proteção dos dados pessoais durante compras realizadas com cartão de crédito, débito e outros meios eletrônicos, estabelecendo regras mais rígidas para a coleta de informações dos clientes.
Nova lei muda pagamentos em farmácias e supermercados; veja o que muda para consumidores
Entenda o que muda com a nova lei que reforça as regras para coleta de dados pessoais durante pagamentos em farmácias, supermercados e outros estabelecimentos comerciais.
A iniciativa ganhou destaque após discussões envolvendo a exigência do CPF durante compras, prática comum em diversos estabelecimentos. Embora informar o documento continue sendo permitido em situações específicas, a nova lei deixa mais claro que a coleta de dados pessoais não pode ser obrigatória quando não houver fundamento legal ou consentimento do consumidor.
A mudança acompanha os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e busca garantir maior transparência nas relações de consumo, evitando que informações pessoais sejam solicitadas sem necessidade ou utilizadas para finalidades diferentes daquelas informadas ao cliente.
Especialistas afirmam que a medida representa um avanço na proteção da privacidade dos consumidores, ao mesmo tempo em que exige adaptação por parte das empresas.
O que muda para consumidores
A principal mudança é o reforço das regras relacionadas ao tratamento dos dados pessoais durante o pagamento.

Na prática, farmácias, supermercados e outros estabelecimentos deverão informar de maneira clara quando houver necessidade de solicitar dados como CPF, telefone ou e-mail.
Além disso, essas informações não poderão ser exigidas apenas para concluir uma compra comum quando não houver justificativa legal ou contratual.
Isso significa que o consumidor terá maior liberdade para decidir se deseja compartilhar seus dados em situações que envolvam programas de fidelidade, promoções ou benefícios comerciais.
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O CPF continua podendo ser solicitado?
Sim.
O documento poderá continuar sendo solicitado em diversas situações.
Entre elas estão:
Emissão de nota fiscal
Quando o consumidor desejar incluir o CPF na nota fiscal.
Programas de fidelidade
Empresas poderão solicitar o documento para conceder descontos, cashback ou pontuação, desde que expliquem claramente as regras do programa.
Benefícios específicos
Algumas promoções dependem da identificação do cliente para liberar vantagens previamente informadas.
Entretanto, o consumidor deverá ser informado sobre a finalidade da coleta e poderá decidir se deseja participar dessas ações, quando não houver obrigação legal.
O que diz a Lei Geral de Proteção de Dados
A LGPD estabelece princípios para o tratamento de informações pessoais no Brasil.
Entre eles estão:
Transparência
O consumidor deve saber quais dados estão sendo coletados.
Finalidade
A empresa deve informar por que precisa dessas informações.
Necessidade
Somente os dados realmente necessários podem ser solicitados.
Segurança
As empresas devem proteger as informações contra vazamentos e acessos indevidos.
Esses princípios passam a receber atenção ainda maior nas relações de consumo envolvendo pagamentos eletrônicos.
Como isso afeta farmácias e supermercados
Os estabelecimentos precisarão revisar seus procedimentos internos.
Entre as principais adaptações estão:
Treinamento de funcionários
Caixas e atendentes deverão orientar corretamente os consumidores sobre a finalidade da coleta de dados.
Atualização dos sistemas
Empresas poderão adequar softwares e processos para garantir conformidade com a legislação.
Revisão de programas de fidelidade
Será necessário apresentar regras mais claras sobre utilização das informações fornecidas pelos clientes.
Essas medidas reduzem riscos de sanções administrativas e fortalecem a relação de confiança com os consumidores.
O consumidor pode se recusar a informar o CPF?
Em muitos casos, sim.
Quando o documento for solicitado apenas para cadastro em programas de relacionamento ou campanhas promocionais, o cliente poderá optar por não fornecê-lo.
Nesse caso, a empresa poderá deixar de conceder o benefício vinculado ao programa, mas não poderá impedir a compra do produto apenas porque o consumidor não quis informar seus dados pessoais.
Já em situações previstas pela legislação tributária ou por outras normas específicas, a apresentação de determinadas informações poderá continuar sendo necessária.
Quais direitos o consumidor possui
Além da proteção prevista na LGPD, o Código de Defesa do Consumidor garante diversos direitos relacionados à informação e à transparência.
Entre eles estão:
Direito à informação
O consumidor deve receber explicações claras sobre qualquer solicitação de dados pessoais.
Direito à privacidade
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Informações fornecidas não podem ser utilizadas para finalidades diferentes daquelas informadas.
Direito ao acesso
O cliente pode solicitar informações sobre quais dados a empresa mantém armazenados.
Direito à correção
Caso existam informações incorretas, é possível solicitar atualização.
Esses direitos fortalecem o controle do cidadão sobre seus próprios dados.
O que muda para empresas
Além da necessidade de adequação às regras, empresas que realizam tratamento inadequado de dados podem enfrentar consequências.
Entre elas estão:
- advertências;
- multas administrativas;
- necessidade de alterar procedimentos internos;
- danos à reputação da marca.
Por isso, muitas redes varejistas vêm investindo em políticas de proteção de dados, treinamento de equipes e atualização tecnológica.
Como o consumidor pode proteger seus dados
Mesmo com maior proteção legal, alguns cuidados continuam sendo importantes.

Pergunte por que o dado está sendo solicitado
Antes de informar CPF ou outros dados pessoais, vale questionar qual será a utilização dessas informações.
Leia os regulamentos
Programas de fidelidade normalmente apresentam regras sobre tratamento dos dados.
Evite fornecer informações desnecessárias
Sempre que possível, compartilhe apenas os dados realmente necessários para concluir a operação.
Acompanhe seus cadastros
Verificar periodicamente os programas dos quais participa ajuda a manter maior controle sobre o uso das informações pessoais.
O impacto da nova regra
Especialistas avaliam que o reforço das exigências tende a aumentar a transparência nas relações de consumo.
Ao exigir maior clareza sobre a coleta de dados, a lei fortalece a confiança entre consumidores e empresas, reduzindo práticas consideradas abusivas e incentivando o tratamento responsável das informações pessoais.
Ao mesmo tempo, as empresas que já seguem boas práticas de proteção de dados tendem a enfrentar menos dificuldades para se adaptar às novas exigências.
Conclusão
As novas regras reforçam a proteção dos dados pessoais durante compras em farmácias, supermercados e outros estabelecimentos comerciais. Embora o CPF continue podendo ser solicitado em diversas situações, sua coleta deverá respeitar princípios como transparência, necessidade e finalidade, garantindo ao consumidor maior controle sobre suas informações.
Para os estabelecimentos, a mudança representa a necessidade de revisar procedimentos internos e fortalecer as políticas de proteção de dados. Já para os consumidores, trata-se de um avanço importante na preservação da privacidade e no direito de decidir quando e como compartilhar informações pessoais durante uma compra.
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